Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Núcleo do poder estadual em quinta baixa em SC

Jorge Tasca procura livrar-se do processo de impeachment

A decisão do coronel Jorge Tasca de pedir exoneração da Secretaria da Administração faz parte de uma estratégia política e de proteção pessoal.  O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial Eletrônico de ontem, para caracterizar a saída do oficial do governo. Com isto, seu advogado de defesa, Noel Baratieri, vai hoje cedo à Assembleia Legislativa comunicar a exoneração a Comissão Especial do Impeachment.

Formalizada a saída, estará o coronel Tasca fora do processo, segundo seus defensores.  O pedido perderia objeto.

O ex-secretário gravou um vídeo em que formaliza sua saída e anuncia que vai trabalhar na defesa do governador e da vice.

No legislativo, surgiram várias interpretações.  As oposições, atribuindo a saída do secretário à debandada geral dos oficiais da PM mais próximos de Moisés da Silva.  Já caíram o secretário da Saúde, o Chefe da Casa Militar, o comandante geral da PM e outros em escalões inferiores.

Outra leitura: a de que se fosse punido pelo impeachment, o coronel Jorge Tasca ficaria impedido de exercer cargo público nos próximos cinco anos.  Há, contudo, entre os juristas que conhecem a legislação militar, outra interpretação.  No caso de punição contra oficiais superiores da Policia Militar na esfera civil há necessidade de um processo administrativo na corporação. E a exclusão, punição ou afastamento temporário só se dá quando for considerado “indigno para o cargo”.

O governador Carlos Moisés, mais uma vez, deu uma solução doméstica na emergência politica.  Nomeou o adjunto Luiz Antônio Dacol para o lugar de Tasca na Secretaria da Administação.