Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


O “pacotaço da vergonha” e seus principais equívocos

Prioridades neste momento deveria ser o atendimento das 103 mil pessoas na lista de cirurgias de urgência

Como era previsível, a Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) executou o poder do ‘tratoraço’ e aprovou todos os projetos polêmicos, considerados ilegais e imorais por vários parlamentares incluídos no ‘pacotaço’ oficial.

Supercomissão da Assembleia discute pacotaço – Foto: Rodolfo Espíndola Divulgação ND (24)Supercomissão da Assembleia discute pacotaço – Foto: Rodolfo Espíndola Divulgação ND (24)

Foram inúmeras as intervenções de deputados apontando flagrantes inconstitucionalidades.  A maioria governista fez ouvidos moucos.

Estava escrito nas estrelas.  O acordão político celebrado entre o governador e a maioria do legislativo no impeachment resultaria numa sólida base oficial para aprovar o que o Executivo desejasse. As tristes sessões desta semana confirmaram todos os prognósticos.

Além das inconstitucionalidades e da “enxurrada imoral”, no dizer do deputado Sargento Lima, o pacotaço tem outros equívocos brutais.

Se os milhões que estão sobrando no Tesouro Estadual fosse resultado de um esforço de redução radical de gastos públicos, por força da ação do funcionalismo, os incontáveis benefícios e vantagens salariais  seriam compreensíveis.

Da mesma forma,  se o critério fosse decorrente do aumento da produtividade do serviço público, e respeitassem a ordem jurídica, nenhuma restrição.

A questão central é que a folga do Tesouro vem do aumento de impostos pagos pelos contribuintes de toda Santa Catarina. Em forma direta com aumento de alíquotas de taxas e impostos. Ou de maneira indireta pelo reajuste nos preços dos combustíveis.

Tem mais: a prioridade do governo agora deveria se fixar em medidas ágeis na área da saúde para reduzir as filas e consultas e cirurgias.

O deputado Neodi Sareta, presidente da Comissão de Saúde, confirma que mais de 103 mil catarinenses estão nas filas para cirurgias.

Gravíssimo: dezenas dos pacientes com cirurgias de urgência.

Se não forem realizadas logo, todos correndo risco de morte.

Estes doentes não são estatísticas. São mais de 103.000 preciosas  vidas humanas, desprezadas ou ignoradas pelas autoridades e  políticos.

Intervenções sucessivas de deputados definiram os projetos como “pacotaço da vergonha”.

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