Guilherme Fiuza

Jornalista e escritor que iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil". Entre outras redações, trabalhou em "O Globo" e revista "Época". Escreve também sobre política para a "Gazeta do Povo".


O tabu e seus efeitos

Achei que era pelo esforço, mas ele insistiu que era uma dor estranha. Ele nunca foi de se queixar de nenhuma dor

As autoridades de saúde e os fabricantes de vacinas de Covid continuam devendo à população um amplo e eficaz esclarecimento público sobre os riscos graves e eventualmente letais desses produtos. Acompanhe mais um relato de um pai (em São Bernardo do Campo) sobre efeitos adversos:

Vacinação contra a Covid-19 – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /SecomVacinação contra a Covid-19 – Foto: Ricardo Wolffenbüttel /Secom

“Meu filho Bruno de Almeida Rico tinha 15 anos quando tomou a primeira dose de Pfizer, em 31/8/2021. Era atleta federado do clube EC São Bernardo. No dia 27/9/2021 se queixou de dores no peito após o treino. Achei que era pelo esforço, mas ele insistiu que era uma dor estranha. Ele nunca foi de se queixar de nenhuma dor.

Minha esposa o levou ao Hospital Batira, achando que seria uma coisa simples, tomar um analgésico e voltar. Duas horas depois eles ainda não tinham voltado. Liguei pra saber o que estava acontecendo. Ela contou que ele havia feito o protocolo de dor no peito e as enzimas tinham se mostrado alteradas. Tinha que ir para a UTI.

Como assim, UTI, um menino saudável? Ele joga futebol desde os 10 anos, sempre fez exames cardíacos de rotina que nunca se mostraram alterados. O diagnóstico foi miopericardite, ou seja, inflamação no músculo do coração e no pericárdio, a membrana que envolve o coração. Os riscos são de insuficiência cardíaca até parada cardíaca.

Na UTI recebeu os cuidados de um cardiologista que decidiu investigar a causa. Ele perguntou se Bruno já tinha pegado covid, respondemos que não. Então perguntou se havia tomado a vacina. Respondemos que sim, há pouco mais de 25 dias. Comentei que por exigência e protocolo do clube, no final de junho, isto é, dois meses antes da vacina, ele havia feito vários exames, teste ergométrico na esteira, ecocardiograma, eletrocardiograma, e um cardiologista havia atestado que ele estava apto para a prática esportiva. Então, o médico afirmou categoricamente que a causa havia sido a vacina. Explicou que naquele mesmo hospital havia 15 casos, inclusive um de perna necrosada.

Eu venho alertando há algum tempo a todas as pessoas que posso. Sou a favor da liberdade de escolha. Quando dei a vacina no meu filho, pensei no melhor pra ele. Havia perdido meu cunhado para a doença, então achei que era mais seguro. Acho que as pessoas devem conhecer o meu relato, porque se elas têm um filho, um sobrinho ou primo que tomou e tem o mesmo sintoma, pode ser ou não um problema como o do meu filho. Mas vá atrás, faça exame, verifique.

Bruno ficou internado por 8 dias e foi tratado com Colchicina e Clexane (eu e Bruno temos o gene da trombofilia, mas ele não tem a doença). Tratou por seis meses. Teve Covid, voltou a sentir dor. Nós o levamos ao cardiologista especializado em miopericardite e ele disse que meu filho não teria sequelas.”

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