Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Ofensivas políticas do governador: estratégia ou suicídio?

Iniciativas da Casa da Agronômica tem péssima repercussão no legislativo

O esquema politico do governador Carlos Moisés desencadeou uma nova ofensiva contra o presidente da Assembleia Legislativa e os 33 deputados que aprovaram a admissibilidade do pedido de impeachment.

Primeiro, as notas contundentes contra as decisões dos deputados. Depois as acusações de auxiliares próximos de golpe político.

Esta semana uma sucessão de disparos que vem provocando forte reação no legislativo e, especialmente, entre líderes do MDB e do PSD, em função dos termos agressivos da “Carta Aberta aos Catarinenses”, que o governador- ou algum auxiliar direto – impôs ao secretariado.

O ex-governador Eduardo Moreira reagiu com indignação, no que foi seguido de nomes de expressão do MDB.  Afinal, a história revela que o MDB apoiou Carlos Moisés no segundo turno em 2018, que Moreira teve postura republicana, assinando atos na transição para facilitar o início da nova gestão e indicou secretários para dar garantias de estabilidade financeira. E sua gestão foi acusada de corrupção e- muito pior – de articular a queda de Moisés para retomar a ilícitos.

E, exatamente no horário em que Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça estavam reunidos para a definição dos 10 integrantes do

Tribunal Especial de Julgamento do impeachment, uma carreata oficial, com buzinaço na frente dos dois Poderes.  Carreata articulada, patrocinada e incentivada pelos secretários do governador.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa esta sucessão de equívocos acaba contribuindo para o fim da “era Moisés” e o sepultamento definitivo da chamada “Nova Política”, que enferrujou há muito tempo.

A história dirá: estratégia ou suicídio político?