Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Parlamentares querem que Congresso assuma protagonismo sobre auxílio

São mais de 30 projetos na Câmara e no Senado

Em meio ao bate-cabeça do Governo sobre o futuro do auxílio emergencial, deputados e senadores tentam fazer com que o Congresso assuma o protagonismo para assegurar a extensão do benefício pago aos brasileiros de baixa renda durante a pandemia de Covid-19.

São mais de 30 projetos na Câmara e no Senado, de autoria de parlamentares governistas e da oposição, que preveem o pagamento – de R$ 600 ou R$ 300 – durante períodos que variam de três meses ou até o fim de 2021.

Nenhuma das propostas em tramitação no Congresso fixa o benefício em R$ 200, valor que está em discussão nos gabinetes da equipe econômica do Governo Bolsonaro.

As alternativas de fontes propostas pelos parlamentares para bancar o auxílio vão da redução dos incentivos tributários concedidos pelo Poder Executivo à tributação em 15% sobre lucros e dividendos a partir de 2021.

A base do Governo no Congresso já avisou que o clima nas duas casas não é favorável à criação de um “imposto emergencial” para arcar com a nova rodada do auxílio. O aviso fez a equipe econômica estancar a discussão da proposta.

Enquanto a definição sobre o auxílio se arrasta, o Governo, para arrefecer os impactos da pandemia, editou Medida Provisória que dispensa instituições financeiras de exigir dos clientes documentos de regularidade para contratação ou renegociação de empréstimos.

Meio milhão

O Governo do Ceará iria desembolsar mais de meio milhão de reais de patrocínio para publicação do livro “Pandemia: a Luta contra a Covid no Ceará”. A obra seria escrita pelo escritor e jornalista cearense Lira Neto com previsão de conclusão em abril. Mas no fim do dia de ontem, o portal UOL publicou que o escriba desistiu diante da polêmica do valor.

À Coluna, o governo cearense informou que “o valor de R$ 547.537,65 contempla todo o trabalho realizado por equipe de profissionais formada por escritor, jornalistas, pesquisadores, designers gráficos…”. E que o apoio à publicação seguiu todas as questões legais de contratação. Quantos exemplares serão impressos? Apenas 2.000. Um valor muito alto para os padrões do mercado.

Saia justa

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recusou o convite de filiação ao Republicanos – partido controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus – para não se indispor com outras lideranças evangélicas que o apoiam.

Bolsonaro está praticamente fechado com o Patriota e deve anunciar a filiação após a semana de carnaval. Falta só o comando do partido sinalizar a Bolsonaro que ele será “autoridade” na sigla, como tem reivindicado.

Acionista

A Eneva S.A posiciona à Coluna que o BTG Pactual não é o principal acionista da empresa. Conforme a assessoria de imprensa, o banco tem “22,93% da Eneva”.

#VazaJato

Além da derrota no STF, que manteve o acesso de mensagens da Operação Spoofing à defesa do ex-presidente Lula, o ex-juiz Sérgio Moro passou, recente, por constrangimento durante um seminário virtual. Um dos participantes estampou na tela um cartaz com a frase: “Moro, explica as mensagens da #VazaJato“.

Rodovias

Em 2020, o total investido pelo Governo Federal em rodovias foi de R$ 6,74 bilhões – valor que, descontada a inflação, é 31,7% menor do que o que se investia apenas em manutenção em 2010 (R$ 9,87 bilhões), de acordo com o levantamento Conjuntura do Transporte, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).