Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Pesquisa: catarinenses divididos sobre processo de impeachment

Dados de consulta da Mapa divulgados pelo grupo ND

A população catarinense está dividida sobre o processo de impeachment do governador Carlos Moisés da Silva, segundo pesquisa do Instituto Mapa, divulgada esta noite pelo ND Notícias.

Entre os 1.200 entrevistados 39,2% manifestaram-se a favor do proceso e 36,2% contra, e 24,6% não sabem.

A pesquisa de avaliação política e administrativa sobre o desempenho do governador afastado Carlos Moisés da Silva e da governadora interina Daniela Reihner, r dá um termômetro atualizado sobre os dois políticos, uma semana antes do julgamento do processo de impeachment.

A primeira constatação coincide com cenários registrados em várias regiões.  Na segunda interinidade, Daniela Reihner acertou muito mais do que errou.

Outro fato que se confirma nos números: a compra fraudulenta e o pagamento antecipado dos respiradores constituem um dos principais fatores de desgaste politico de Carlos Moisés.  Ainda que as investigações  tenham concluído que não houve crime e que ele não se beneficiou daquela desastrada operação, acaba prevalecendo o cenário dos primeiros capítulos desta calamitosa novela.

Daniela Reihner aparece melhor na pesquisa do que Carlos Moisés. O nível de confiança dos 1.200 entrevistados com a vice interina é maior(35%) do que o governador (26,8%). Em termos de desempenho, a consulta também favorece Daniela, com 39,3% de ótimo e bom, enquanto Moisés tem apenas 30,3%.

Sobre o processo de impeachment registra-se um empate técnico, com 39,2% a favor e 36,2% contra. É possível que esta posição pró Daniela tenha relação com os bolsonaristas do Estado.

Se esta for a melhor explicação fica evidenciado que um dos equívocos graves de Carlos Moisés foi partir para o confronto com o presidente Bolsonaro, depois de eleito pela força política do 17.

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