Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


PF, Interpol e Supremo batem cabeça sobre caso Allan dos Santos

Blogueiro segue livre nos EUA com críticas ácidas ao STF e Moraes, enquanto autoridades não conseguem cumprir mandado de prisão

Sete meses após a decretação da prisão do blogueiro Allan dos Santos pelo ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal, a Interpol e o STF batem cabeça sobre a inclusão do bolsonarista na lista internacional de procurados. Ele está foragido nos Estados Unidos. Questionada pela Coluna sobre a estranha demora, a PF alega que procurou a Interpol e recebeu a seguinte resposta: “O caso em questão tramita perante o STF, e os autos estão sob a responsabilidade e controle de Ministro daquela Corte”. Na PF, tem gente com medo de prender Allan e ser exonerado por Bolsonaro.

Lacônico       

Também procurado pela Coluna e indagado se recebeu alguma posição da Interpol sobre a inclusão do nome de Allan dos Santos, o STF é lacônico: “Não temos essa informação”.

Matriarca de chicote

O empresário José Aparecido foi reeleito nesta semana para mais um mandato à frente da presidência da Fecomércio do Distrito Federal. O efeito imediato foi a recondução da poderosa chefe do Senac-DF, Karine Câmara.

Dra Tarja preta

Mais poderosa do que o próprio Aparecido, a diretora também é conhecida por ser uma pessoa devota a Cristo, no entanto Karine está ficando conhecida entre os funcionários como a dra. Tarja Preta.

Receituário queimado

O apelido vem da quantidade de funcionários tomando remédios contra depressão. As consequências a médio prazo deverão ser mais complicadas, já que tem gente com dossiê de denúncias para as próximas semanas contra a mandatária do sistema.

Colado em Lula

Sondagem do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada ontem, mostra que a diferença de intenções de votos entre o presidente Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) caiu drasticamente em relação a outras anteriores. No cenário estimulado, Bolsonaro saltou dos 32,7% para 35,2%, em comparação com o mês de abril. Lula manteve os 40,0% das intenções de voto.

Empate

Na pesquisa espontânea – quando os nomes dos pré-candidatos não são apresentados aos entrevistados -, Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados. O petista tem 27,6% das intenções de votos, e Bolsonaro 25,2%. A Paraná entrevistou 2.020 pessoas presencialmente nas ruas, em 166 cidades de 24 Estados do País.

Atordoada

A terceira via anda tão atordoada que não há consenso nem sobre reuniões. “O MDB não marcou reunião com outros partidos”, posicionou o partido de Simone Tebet após informações do PSDB e Cidadania de que os partidos teriam encontro ontem.

Bate-papo 

Na versão traduzida da entrevista do ex-presidente Lula à revista norte-americana “Time”,  a palavra “corrupção” foi citada en passant uma única vez e a “Lava Jato”, nenhuma. O texto do bate-papo diz que “Lula promete levar o Brasil de volta aos bons tempos da sua Presidência, que ele encerrou com taxa de aprovação de 83%”.

Preço baixo

Levantamento com mais de 5 mil passageiros da startup Buser mostra que 88% escolhem o aplicativo de viagens de ônibus por conta do preço mais baixo. Praticidade ao comprar pelo app (43%), conforto dos ônibus (32%) e disponibilidade de horários (29%) também foram citados no questionário de múltiplas escolhas.

Corte no ponto

O Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) determinou o corte no ponto dos servidores que aderirem ao movimento grevista. A entidade que representa os servidores da Educação (Sinasefe) rebate a decisão do IFMG: “O direito de greve é inalienável. Não deve, portanto, ser restringido por instrumentos infralegais”.

Beijo e abraço

O Dia das Mães deve sentir o impacto da crise econômica. A previsão é que a maioria dos consumidores gaste menos ou nem compre presentes para as mães. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta uma redução de 1,8% nas vendas. Pode parecer pouco, mas o percentual equivale a R$ 260 milhões.

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