Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Prefeitos cobram do Ministério da Saúde cronograma de entrega dos imunizantes

Gestores municipais também defendem convocação de profissionais que atuaram no Mais Médicos

Na ausência de uma atuação mais efetiva do Ministério da Saúde em relação aos municípios, prefeitos de todo o país decidiram lançar uma campanha informativa própria para reforçar os planos locais de comunicação.

Os gestores municipais também cobram, há dias, do chefe da pasta, Eduardo Pazuello, um cronograma de entrega das vacinas com estimativa mensal até o fim de 2021. O intuito é munir os gestores municipais de informações para o planejamento e enfrentamento da pandemia.

Em ofício encaminhado a Pazuello, a Confederação Nacional dos Municípios menciona a deficiência de médicos e sugere a inclusão de formados em medicina no exterior que se encontram à disposição no Brasil.

Cerca de 4 mil profissionais inclusive participaram do Mais Médicos e não tiveram seus contratos prorrogados, razão pela qual não estão sendo aproveitados neste momento crítico”, diz a CNM.

A entidade também pede ao Ministério da Saúde que o Plano Nacional seja modificado para inserir os profissionais da Educação Básica na fase 2. Sustenta que há a necessidade de retomada das atividades escolares presenciais da forma mais célere possível, sob pena de mais um ano letivo ser perdido para boa parte dos estudantes.

Manaus

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai apurar as reponsabilidades de Pazuello e do Ministério pelo colapso no sistema de saúde no Amazonas. A abertura da investigação foi motivada por documento enviado pela Advocacia-Geral da União ao STF no qual o governo federal admitiu que foi informado com antecedência sobre a falta de oxigênio.

É o cofre

Por trás do discurso da Liesa e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do adiamento do carnaval para 2022 está o cofre vazio dos patrocinadores. Nem grandes empresas, patrocinadoras tradicionais, tampouco Governos de Estado (muito procurados pelas direções das escolas de samba todo ano) se dispuseram a ajudar este ano.

O efeito da pandemia no caixa público e privado em 2020 foi (e ainda é) devastador, e ninguém quer associar sua imagem à maior festa popular do Brasil, no principal cartão postal, com risco de ser culpado publicamente por promover aglomeração e suspeita de contágio em massa.

Era Biden

A volta dos Estados Unidos para o acordo de Paris vai dificultar a vida de algumas empresas do Brasil que exportam madeira e carne. O meio ambiente no governo Bolsonaro volta a ter um desafio imenso no cenário da balança comercial.

Conforme já citamos anteriormente, o presidente Biden pode aplicar restrições ou sanções à venda destes produtos para o seu país e incentivar o mesmo na Europa.

Derrota

A ala bolsonarista do PSL derrotou o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar (PE), e agora está oficialmente no bloco do candidato apoiado pelo Palácio do Planalto, deputado Arthur Lira (PP-AL).

Rachada, a bancada – por maioria – havia declarado apoio a Baleia Rossi (MDB-SP). Os bolsonaristas recorreram à Mesa Diretora da Câmara e conseguiram reverter a orientação de Bivar. Com o PSL, o bloco de Lira soma 11 partidos.

Fura fila


O Ministério Público ajuizou duas ações (de improbidade e ação civil pública) contra o prefeito de Candiba (BA), Reginaldo Martins Prado, por burlar os protocolos nacional e estadual e ser o primeiro a ser vacinado no município, mesmo sem integrar o grupo de prioridades da primeira fase.

Divórcios

Levantamento do Colégio Notarial do Brasil aponta que o segundo semestre de 2020 registrou o maior número de divórcios desde 2007. O número total de 43.859 separações é 15% maior do que os 38.174 divórcios extrajudiciais registrados no mesmo período de 2019.