Moacir Pereira

Noticias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Revista “Veja”diz que governador Moisés pode ser afastado

Reportagem traz comparativo com governador do Rio

Matéria especial da revista “Veja”, que está circulando neste fim de semana, sob o título “Governador de Santa Catarina repete passos de Witzel e pode ser afasado”caiu como uma nova bomba nos meios políticos.

Assinala que o governador poderá passar “por embaraços semelhantes aos do colega fluminense”.

A reportagem informa: “Ser eleito governador do Estado com 71% dos votos sem nunca ter disputado sequer uma eleição a vereador não é para qualquer um.  No caso de Carlos Moisés(PSL), o bombeiro militar que hoje comanda Santa Catarina, o gosto da façanha deu lugar ao sabor amargo de pesadelo.  Há menos de dois anos no cargo, ele agora se olha no espelho e vê o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel(PSC). Ambos são políticos de primeira viagem, chegaram ao poder com os votos da onda conservadora que elegeu Jair Bolsonaro em 2018, viraram as costas ao presidente no primeiro ano de mandato, não construíram relações sólidas com o Legislativo, e, sobretudo, não entregaram em suas gestões as promessas de intolerância à corrupção.  Com a pandemia do novo coronavirus, foram alvejados por suspeitas de mal feitos com dinheiro destinado ao combate à doença e tiveram ex-secretários presos.  Ambos agora se veem ameaçados por processos de impeachment e acumulam duras derrotas no Superior Tribunal de Justiça – o mandatário fluminense foi afastado e o catarinense virou alvo de inquérito”

E prossegue a Veja:  “Moisés continua no cargo, mas pode ser apeado em breve em razão de dois processos de cassação abertos na Assembleia Legisaltiva.  Em um deles responde à acusação de dar aumento de forma ilegal aos procuradores.  O outro é mais constrangedor:  apura suspeitas sobre a compra de 200 respiradores por 33 milhões de reais e irregularidades na contratação de hospital de campanha em Itajaí por 100 milhões de reais.”

– Como ocorre com Witzel – continua a revista_ Moisés terá dificuldades para escapar da guilhotina.  Ele precisa de 14 dos 40 votos dis

parlamentares estaduais, mas, segundo líderes ouvidos por VEJA, seus aliados somam menos de 10.  Abandonado pelos bolsonaristas, o governador busca votos até no PT. “Agora que precisou dialogar, as pontes estavam dinamitadas”, diz Luiz Fernando Vampiro, líder do MDB, a bancada mais numerosa com nove membros. Governistas contam de 13 a 15 votos. “Temos apresentado o parecer do ex-presidente do STF Cezar Peluso, que mostra que não há crime de responsabilidade, o que reforça ainda mais os nossos argumentos”, diz Moisés, referindo-se a acusação acerca do aumento dos procuradores do estado, a de tramitação ainda mais avançada”.

A matéria tem outras considerações sobre a situação do governador.

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Moacir Pereira