Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Senador doará a time milhões que lucrará com venda de ‘Cebolinha’

Eduardo Girão tem 9,4% do passe do jogador vendido do Grêmio para o Benfica

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que é milionário e empresário de ramos variados antes de estrear na política, decidiu doar ao Fortaleza Esporte Clube boa parte dos mais de R$ 6 milhões que vai receber pela venda do jogador Everton Cebolinha do Grêmio para o Benfica, de Portugal. Girão tem 9,4% do passe do atleta, em acordo com o Fortaleza, onde o craque foi revelado. O senador, antes presidente do clube, investiu do próprio bolso no time e no jogador.

Salvando a pesquisa

O Conselho Nacional das Fundações de Apoio de Universidades e Institutos Federais (Confies) pediu e o senador Izalci Lucas (PSDB) apresentou emenda à MP 998/20 com o intuito de evitar desvio dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento para a Conta de Desenvolvimento Energético.

O presidente do CONFIES, Fernando Peregrino analisa o impacto da MP e calcula que ela tende a desmontar toda área de P&D ao tirar R$ 6,9 bilhões desse setor em 5 anos.

TSE digital

Nas Eleições 2020, pela primeira vez, os eleitores com deficiência visual poderão ouvir o nome do candidato após digitar o número correspondente na urna eletrônica.

É o discurso

Não há segredo sobre a forte retomada de Jair Bolsonaro na aprovação popular. E não é só o Auxílio Emergencial. Enquanto estagnam na avaliação os governadores que surfaram de carona no seu discurso na campanha, e assim se elegeram para depois dele se distanciarem, o presidente mantém o pragmatismo das ideias. Ao manter a coerência na fala, mesmo boçal em alguns casos, Bolsonaro reforça sua posição.

Só vacina salva

O deputado federal e médico Mário Heringer (PDT-MG), cauteloso que é, está em casa há meses. Sabe o que faz. A quem o pergunta, crava que a pandemia está longe de passar, calcula que há forte subnotificação – os números seriam de 40 milhões de contaminados – e se diz preocupado com a Índia, com a mega densidade populacional.

Pra todo gosto

Do cientista político Antônio Lavareda a amigos, sobre a disputa no Recife, sua cidade e principal capital política do Nordeste: todo prognóstico sobre quem será prefeito(a) é “opinião de torcedor”. A esquerda, dividida entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). E, no campo de centro-direita, o congestionamento é grande com pelo menos seis candidatos que, desunidos, voltam pra casa.

Na pista

O federal Hugo Legal (PSD) disputará a prefeitura do Rio de Janeiro com a bandeira da recuperação sócio-econômica do entorno da longa Av. Brasil, a maior da capital – que, aliás, corta outras cidades da região metropolitana e é cercada por comunidades.

Em casa

Levantamento da Zoho, de softwares de gestão, revela que 49% dos entrevistados não sabem se mantêm home office após o confinamento forçado pela pandemia. E 27% pretendem continuar em casa mesmo com normalização. Outros 17% esperam voltar para os escritórios. A Zoho ouviu 850 brasileiros, entre eles 450 empresários.