‘Teve êxito’: observadores internacionais entregam relatório sobre eleição em SC

Pleito suplementar de Petrolândia teve auditoria e acompanhamento internacional para avaliar a integridade da votação

O comissão de observadores internacionais que acompanhou a eleição suplementar de Petrolândia, no Alto Vale do Itajaí, entregou nesta terça-feira (3) o relatório de acompanhamento do processo eleitoral brasileiro.

Observadores internacionais acompanharam apuração em Petrolândia – Foto: João Victor Góes/NDObservadores internacionais acompanharam apuração em Petrolândia – Foto: João Victor Góes/ND

De acordo com o documento, os membros da Caoeste (Conferencia Americana de Organismos Electorales Subnacionales por la Transparencia Electoral) concluíram que as eleições ocorreram com sucesso e demonstraram que o processo é eficiente e seguro.

“A MOE (Missão de Observação Eleitoral) observou que o encerramento e contagem foram rápidos, eficientes e dinâmicos, não tendo identificado qualquer ocorrência diferente daquela prevista nos atos normativos. A eleição realizada teve êxito”, diz o relatório.

O resultado da missão internacional foi apresentado em um seminário online. O presidente da Caoeste e ex-juiz do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), Marcelo Ramos Peregrino Ferreira, disse que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras, auditáveis e refletem a vontade do eleitorado.

“Estamos sofrendo graves ataques e precisamos do apoio e do olhar das observações internacionais que venham ratificar a credibilidade do processo eleitoral brasileiro. Muito importante que no segundo semestre continuemos a fazer outras missões de observação, autorizadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em outras eleições suplementares”, ressaltou.

Exemplo

Integrante da comissão que acompanhou as eleições de Petrolândia, a mexicana Claudia Gúzman, presidente do Instituto para el Desarollo Democrático y Competitividad (Instituto para o Desenvolvimento Democrárico e Competitividade), destacou que o pleito foi um exemplo de democracia, sustentabilidade e educação cívica, ao envolver estudantes do município e futuros eleitores nos procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas.

“Pessoas em qualquer parte do mundo deveriam acompanhar um processo como feito no Brasil, tão inovador e democrático. Necessitamos de transparência para legitimar a democracia”, afirmou.

A vice-diretora da Escola Judiciária Eleitoral de Santa Catarina (EJESC), Isabella Bertoncini, agradeceu a participação da missão de observação internacional. “Além da oportunidade de aperfeiçoarmos o processo eleitoral brasileiro, a presença da missão nos ajuda trabalhar a informação junto à população, para que ela tenha confiança na credibilidade do sistema eleitoral”, ponderou.

Também participaram do seminário online a advogada americana Ann Miller Ravel, que integrou o grupo de observadores, e o diretor executivo da Caoeste, Jesús Delgado.

O relatório completo sobre as eleições de Petrolândia pode ser acessado neste link.

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