Porque Philip sempre foi príncipe e não rei? entenda

Casado há mais de 70 anos com a rainha Elizabeth II, Philip ocupava o cargo de consorte. Conheça a linha de sucessão da coroa britânica

A morte do príncipe Philip, nesta sexta-feira (9), não altera a linha de sucessão ao trono britânico. Casado há mais de 70 anos com a rainha Elizabeth II, Philip ocupava o cargo de consorte.

príncipe philipO príncipe completaria 100 anos neste ano, em junho – Foto: Reprodução/Youtube

Segundo as leis do Reino Unido, apenas herdeiros podem receber o título mais alto da monarquia, para evitar que a linhagem real passe para outra família. A coroa é sucedida pelos filhos de um indivíduo e pela sua linha colateral mais próxima quando o indivíduo não tiver filhos.

A linha de sucessão ao trono é sempre determinada por descendência, legitimidade e religião.

Quem está no topo da lista é o filho mais velho de Philip com a rainha Elizabeth II, o príncipe Charles, de 72 anos, seguido do filho mais velho de Charles com a princesa Diana, o príncipe William, de 38.

Depois deles, em terceiro lugar na linha de sucessão, vem o príncipe George, de 7 anos, filho de William com Kate Middleton. George é sucedido por sua irmã, Charlotte, de 5 anos.

Em quinto e sexto lugar, respectivamente, estão o príncipe Louis, de 3 anos, terceiro filho de William e Kate, e o príncipe Andrew, de 61 anos, irmão de Charles e terceiro filho de Philip e Elizabeth.

Sobre Philip

Cidadão de família nobre alemã, precisou se converter ao cristianismo anglicano para se casar com Elizabeth e se tornar o Duque de Edimburgo.

Ele se naturalizou cidadão do Reino Unido, adotando o sobrenome Mountbatten, que é uma versão anglicizada do sobrenome alemão de sua família materna, Battenberg.

Elizabeth foi coroada rainha aos seis anos depois. Desde então, o príncipe Philip viveu por trás da rainha, já que por ser apenas o cônjuge, não podia deter nenhum dos poderes simbólicos da realeza sobre a política britânica.

O que acontece após a morte do príncipe Philip?

O país entra em luto nacional, o que significa que a rainha pausará seus assuntos de Estado por oito dias, e após esse tempo, deve haver um novo período de “luto real” oficial por mais 30 dias.

Na manhã desta sexta-feira (9), o Reino Unido deu início à chamada Operação Forth Bridge. Trata-se de um protocolo rígido estabelecido para quando o Duque de Edinburgo, Philip, morresse.

Este protocolo já está em vigor há muitos anos e era revisado regularmente pela equipe do Palácio de Buckingham em consulta com a Rainha Elizabeht II e com o próprio Philip.

O procedimento indica que o Lord Chamberlain, um dos principais oficiais da Corte Real do Reino Unido, deve consultar o primeiro-ministro, Boris Johnson, e em seguida, procurar saber os desejos específicos da Rainha em relação ao anúncio da morte. A primeira ação foi um anúncio pelo Palácio de Buckingham, fornecido em primeira mão à Press Association e à BBC.

Quando a notícia da morte foi anunciada pela primeira vez, a BBC interrompeu a programação programada para transmitir o anúncio na TV e estações de rádio e tocou o hino nacional, “God Save the Queen”.

Simultaneamente, a bandeira no Palácio de Buckingham, a residência da Rainha em Londres, foi baixada a meio mastro, e o site da Família Real exibiu um retrato em preto e branco do príncipe.

*Com informações de Estadão e R7.

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