Laudelino Sardá

Causos da Ilha, seus personagens, histórias e momentos do cotidiano de Florianópolis com quem conhece os cantos da Capital de Santa Catarina.


A natureza da Ilha

É nesta linha que devemos apostar, na defesa do nosso meio ambiente. A Ilha tem ainda, felizmente, cinturões verdes que precisam bem mais de proteção

A prefeitura projeta-se na demolição de propriedades incompatíveis com as leis de preservação da cidade e aposta na criação de refúgio da vida silvestre Meiembipe, que, aliás, poderia simplesmente denominar-se “Natureza da Ilha”.

Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação/NDPonte Hercílio Luz, em Florianópolis – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação/ND

Nota-se que o poder público municipal está pensando e investindo na solução da cidade. E é nesta linha que devemos apostar, na defesa do nosso meio ambiente. A Ilha tem ainda, felizmente, cinturões verdes que precisam bem mais de proteção.

A iniciativa da prefeitura ajuda a contemplar esta necessidade. Contudo, é preciso robustecer a proteção do meio ambiente com fiscalização permanente.

E por que não modernizar as intendências, dando-lhes autonomia e estrutura eficiente, desvencilhando-as das surradas e viciadas práticas do eleitoreiro? Na busca de solução, a prefeitura caminha bem.

Imagine adicionar a essa proposta a melhoria e novas trilhas, passeios, a criação de parques, jardins e tombamentos de áreas imprescindíveis à proteção ambiental? Além disso, somos privilegiados com lagoas, rios, mangues e continuamos a ignorar suas belezas.

O rio do Brás é um exemplo de abandono. Ele precisa de dragagem urgente e da água salgada para reoxigená-lo. Não é difícil. E a prefeitura tem dado sinais alentadores de que é possível alimentar essa esperança.

Enquanto isso, na praia da Cachoeira…

– Ô Lelo, tu já pescou no rio do Brás?

– Puta meda, Venanço, o problema era carregar o balaio cheio de peixe.

– Pois é. Acho que o rio do Brás era pra tá com barcos de passeio e os turistas iam adorar. Da mesma forma outros rios, lagoas.

– Mas Venanço, tens que entendê que o poder público e os empresários só enxergam a praia. Nós daqui é que vemos tudo.

– Tens razão, Lelo, até as empresas lá do Sapes parque, que já emprega muita gente, não pensa na cidade. Será que eles não podiam ajudar melhorar Canasvieiras?

– É, Venanço, mas na Ilha cada um só olha pro seu rabo.

– Pois é, como acreditar no futuro da cidade desse jeito? Os empresários precisam pensar mais em nossa Floripa e a prefeitura não pode abrir mão da sua liderança.

– Mas, Venanço, os políticos dependem da ajuda do empresário e os empresários precisam dos dedos dos políticos. E agora?

– Lelo, sabe que eu comecei a acreditar mais na nossa cidade. Tá havendo vontade. Dá pra apostar desta vez. Vamo vê!

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