Veja quem são os deputados que julgarão 2º pedido de impeachment de Moisés

Em sessão ordinária foram decididos os cinco parlamentares que vão compor, junto com os desembargadores selecionados, o tribunal de julgamento do processo da compra dos respiradores

Os deputados estaduais decidiram nesta terça-feira (27) os cinco parlamentares que vão compor o tribunal especial responsável pelo julgamento do segundo pedido de impeachment contra Carlos Moisés (PSL), atualmente afastado.

Os deputados mais votados e que irão compor o tribunal são Valdir Cobalchini (MDB), Fabiano da Luz (PT), Marcos Vieira (PSDB), José Milton Scheffer (PP) e Laércio Schuster (PSB).

Os cinco deputados que irão compor são, da esquerda para a direita, Marcos Vieira (PSDB), Fabiano da Luz (PT), José Milton Scheffer (PP), Laércio Schuster (PSB) e Valdir Cobalchini (MDB) – Foto: Montagem/Alesc/Divulgação/ND

A sessão ordinária teve início às 14h, na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). A votação, por sua vez, ocorreu às 16h.

Diferente dos desembargadores, escolhidos por meio de sorteio nesta segunda-feira (26), os deputados foram escolhidos por meio de votação nominal. Cada deputado votou em cinco nomes. A ampla maioria da casa seguiu a mesma tendência de voto.

Os deputados Nazareno (PSB), Sargento Lima (PSL) e Júlio Garcia (PSD) não votaram por motivos diversos.

Segundo pedido

Os deputados eleitos se juntarão aos desembargadores Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmitz, Rosane Portella Wolff, Luiz Antônio Zanini Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco, sorteados nesta segunda-feira (26). A primeira reunião da comissão mista ocorrerá na próxima sexta-feira (30).

Da esquerda para a direita, os desembargadores Rosane Portella Wolff, Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmitz, Luiz Antônio Zanini Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco – Foto: TJSC/Divulgação/ND

O segundo pedido de impeachment refere-se à denúncia de irregularidades na contratação do hospital de campanha, em Itajaí, e na compra dos 200 respiradores pulmonares pelo governo de Santa Catarina. Foram pagos R$ 33 milhões antecipadamente e sem garantia de entrega.

O governador nega responsabilidade na compra dos equipamentos. Já a governadora interina Daniela Reinehr (sem partido) foi excluída da denúncia pela Comissão Mista.

Primeira sessão pós afastamento

Esta foi a primeiro sessão ordinária da Alesc após o afastamento do governador Carlos Moisés (PSL). Nas primeiras horas das sessão, os deputados repercutiram a saída do parlamentar, com reações positivas e negativas.

A deputada Paulinha (PDT) comunicou oficialmente que entregou o cargo de líder do governo na Alesc (Assembleia Legislativo de Santa Catarina).

Quem não recebeu bem o empossamento de Reinehr foi a deputada Ana Campagnolo (PSL). A parlamentar criticou o colega de partido Sargento Lima (PSL), que votou pela admissão da denúncia contra Carlos Moisés (PSL), mas poupou a atual governadora interina. Para “provar” que é de direita, Campgnolo enviou ofício solicitando que Reinehr aprove pautas “bolsonaristas” que tramitam na Alesc, como a regulamentação do ensino domiciliar, a instituição da carteira estudantil digital

Alvo de críticas também foi o presidente da Fascic (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), Johny Zulauf. Em nota, empresário criticou os parlamentares e processo de impeachment que classificou como um “complô político comparado aos motins da literatura”.

“O senhor não tem o meu respeito” afirmou Milton Hobus (PSD), se referindo a Zulauf. Marcos Vieira (PSDB), Maurício Eskudlark (PL), Valdir Cobalchini (MDB), entre outros deputados, também reagiram negativamente.

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