Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Bastidores da guerra das vacinas. Problemas que não se restringem ao Brasil…

O que estamos presenciando não é nada mais do que uma disputa comercial e desumana das farmacêuticas. Onde a política interfere com seus interesses. E não é só aqui. Na Europa há resistência com a vacina da Oxford por conta do Brexit. O foco não é a vida, mas o cifrão.

Daqui a pouco estarão disponíveis no planeta mais de 200 vacinas, por isso a correria agora para fechar acordos o mais rápido possível mesmo não tendo doses suficientes. É a lei da oferta e da procura. A Pfizer , por exemplo, insiste em amarrar uma negociação no Brasil ofertando um mínimo de vacinas.

Quer na verdade ocupar espaço de mercado. Países de todo o mundo entraram na disputa pela vacina ainda escassa e produzida por poucas empresas farmacêuticas. E os contratos são leoninos e carregados de cláusulas. Peru e Colombia paralisaram as compras por não conseguirem um esquema de vacinação claro.

Não se trata de um problema do Brasil, como alguns grupos políticos e da mídia querem fazer crer, e sim global. Mas aqui a vacina virou palanque político e munição para ataques e devaneios. Quando houve, pouco tempo atrás, a ameaça de uma epidemia urbana de febre amarela a vacinação foi tranquila sem alardes.

Agora virou um embate inconsequente sustentado por verborréia eleitoral antecipada.