Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Bombeiros em rota de colisão com o governador Moisés

O governador Moisés conseguiu inclusive a repulsa de seus pares. Os bombeiros estão descontentes e indignados com a escala considerada desumana e destacam que quando Moisés era comandante de batalhão em Tubarão justificava a escala dizendo que nada podia fazer porque era imposição de governo. Agora que é governador, de onde vem a imposição? A reivindicação é antiga. A lei de 2015 adequou a escala dos servidores da segurança pública acabando com 24×48. A escala correta é de 12×24 ou 24×72, como vem ocorrendo na maioria dos estados e prevista na lei aprovada há mais de quatro anos. A justificativa do governo, que é contestada pelos bombeiros, é de que a escala provocaria o fechamento de quartéis, pois haveria defasagem do efetivo. Que na verdade não procede, pois desde que a lei foi aprovada foram inaugurados 10 quartéis, o último agora em agosto na cidade de imarui, além de mudanças de companhias para batalhão como ocorreu em Rio do Sul. A Policia Militar , por exemplo, já se adaptou a nova escala, cumprindo a lei. O Corpo de Bombeiros, até agora, mantém a escala proibida. Há também uma insatisfação com o deputado Mocellin, que foi comandante do Corpo de Bombeiros e está na contramão da categoria na Assembleia Legislativa, inclusive, na aprovação da lei que permite praças pilotarem helicópteros, que ele , o deputado, está dando contra. Ou seja, os bombeiros não estão nada satisfeitos com seus representantes no governo e na Assembleia.