Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Câmara Federal debate a liberação do plantio de maconha

O tema indiscutivelmente é muito polêmico. De um lado temos a medicina e o tratamento de determinadas doencas com comprovação de eficiência. Do outro, o perigo latente do narcotráfico e do aumento da dependência química. Acredito que não é o momento mais adequado para colocar esse projeto em votação, embora esteja desde 2015 no Congresso. Mas agora o foco é a liberação de áreas de plantio de maconha visando a produção do cannabidiol para tratamentos de determinadas doenças. Tem que levar em consideraçãotambém que a maconha de hoje, longe da glamourização do passado, sofreu várias alterações genéticas sendo muito mais danosa e viciante, caminho aberto para drogas mais pesadas. Por trás da libertação do plantio há muitos interesses e dinheiro. Não se pode aproveitar o momento sensível de famílias em busca do medicamento agindo irresponsávelmente. De repente estará sendo criado o “narcoagro”em nome da medicina. Até porque estão em estado avançado os estudos para liberação do cannabidiol sintético. O deputado Osmar Terra durante uma live fez um comparativo irônico destacando que o veneno da cobra jararaca é utilizado na produção de um medicamento para o coração. Não é por isso que as pessoas vão criar em casa jararacas. Claro que o cannabinol comprovadamente é eficiente para muitas doenças entre elas epilepsia, tratamento para autistas e pessoas com alzheimer…mas se está em curso a droga sintética não tem porque liberar o plantio…Há um forte interesse que foge das questões de saúde e já está sendo acompanhada pela Polícia Federal.