Carlos Moisés explica em artigo recusa em assinar carta em defesa da democracia; veja

Governador divulgou texto criticando o meio utilizado pelos governadores e endossou pedido de reunião presencial com Bolsonaro

O governador Carlos Moisés (sem partido) divulgou nesta terça-feira (24) um artigo justificando a sua recusa em assinar a nova carta de apoio à democracia proposto pela Frente de Governadores. É a segunda vez que ele não assina uma manifestação dos mandatários.

A primeira recusa ocorreu no início de agosto, quando 13 governadores manifestaram apoio ao STF (Supremo Tribunal Federal): “aos seus ministros [da Corte] e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões”.

Carlos Moisés se recusou a assinar segunda carta da Frente, e divulgou razõesMoisés recusou assinar as duas cartas propostas pela Frente dos Governadores em defesa do STF e da democracia, respectivamente – Foto: Peterson Paul/Secom/Divulgação/ND

Carlos Moisés explicou as suas razões em um artigo intitulado “Grandes aspirações da nação devem ser tratadas presencialmente”. No texto, o mandatário não se compromete em prestar o apoio manifestado pelos governadores estaduais, mas critica o uso de uma carta.

“Não concordo é com o instrumento proposto para a discussão dos grandes problemas e anseios nacionais. Não foi o assunto, mas o meio proposto”, escreveu o mandatário. A carta em questão foi proposta na segunda-feira (23) pelo Fórum Nacional de Governadores.

“Defendo, como defendi na reunião do Fórum, que os assuntos mais prementes da vida política brasileira sejam tratados presencialmente, olho no olho, onde o calor do debate possa ser sentido na pele, e não descrito com belas e às vezes inócuas palavras”, afirmou.

Discussão presencial

Para Moisés, o ideal é realizar reunião presencial “para colocarmos a nossa posição de forma clara e tranquila junto aos Poderes, em defesa dos interesses de todas as esferas”, escreveu.

A tentativa de encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores estaduais para a próxima semana foi uma das decisões tomadas pela frente na última segunda-feira (23). O objetivo é a busca da “harmonia entre os poderes”.

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Política SC

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