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Congresso aprova “Projeto de Lei Mari Ferrer”

Durante uma audiência do processo, Mariana foi ridicularizada pela defesa do acusado, que mostrou fotos sensuais tiradas pela jovem no exercício de sua profissão de modelo

Os deputados federais aprovaram hoje (10) projeto que altera a Lei de Abuso de Autoridade para incluir o crime de violência institucional, aquela praticada por agentes públicos no desempenho de suas atividades, prejudicando o atendimento à vítima ou à testemunha de violência.

A proposta, inspirada no caso da catarinense Mariana Ferrer, segue para o Senado. O texto também pune condutas que causem a “revitimização”. A pena prevista, em ambos os casos, é de detenção de três meses a um ano e multa.

Mari Ferrer teria sido estuprada em Florianópolis em 2018 – Foto: Instagram/ReproduçãoMari Ferrer teria sido estuprada em Florianópolis em 2018 – Foto: Instagram/Reprodução

O projeto foi apresentado com base no caso da influenciadora digital Mariana Ferrer, que entrou com um processo de estupro contra o empresário André Aranha.

Durante uma das audiências do processo, Mariana foi ridicularizada pela defesa do acusado, que mostrou fotos sensuais tiradas pela jovem no exercício de sua profissão de modelo, como se estas reforçassem o argumento de que a relação foi consensual, entre outras agressões.

Salário doado

O senador Jorginho Mello (PL-SC) foi o único parlamentar catarinense que doou a metade do salário para hospitais e unidades de saúde no início da pandemia do novo coronavírus, durante três meses.

A iniciativa partiu do próprio senador, que se sensibilizou com os impactos negativos que a pandemia causou às instituições. O dinheiro serviu para que os hospitais pudessem comprar insumos e equipamentos para enfrentamento da Covid-19. Durante o período foram quase R$ 70 mil repassados às instituições.

Liderança

Mesmo com as dificuldades enfrentadas em 2020, Santa Catarina chega em dezembro com o maior saldo de empregos no acumulado do ano no país. Em números absolutos, foram criados 35.210 novos postos formais de trabalho, o melhor resultado do Brasil.

O Governador Carlos Moisés liderou um processo de recuperação econômica e apoio aos empresários, com gestão com torneiras fechadas, conseguiu recuperar os bons resultados na arrecadação e vai finalizar 2020 com as contas no azul.

Fiel da balança

Fiel da balança na sucessão da presidência da Câmara dos Deputados, a oposição, que reúne 132 votos, já sinaliza que não terá unidade na disputa.

Antes resistente à proximidade de Artur Lira (PP-AL) com o presidente Jair Bolsonaro, a bancada do PSB rachou, mas, por maioria, selou o apoio ao candidato aliado do Palácio do Planalto. Dos 31 deputados, 18 se posicionaram a favor do deputado do PP.

Lideranças do PT conversaram bastante com Lira nos últimos dias. Ouviram as propostas, mas esperam a reunião da Executiva do partido marcada para hoje para bater o martelo sobre qual candidatura irá embarcar.

Leandro Mazzini

A sintonia de Moisés e Garcia

Todas as insinuações feitas pelo governador Carlos Moisés da Silva (PSL), por ocasião de seu processo de impeachment, algumas diretas ao presidente da Assembleia, deputado Julio Garcia (PSD), ficaram no passado. Passado recente, é verdade, mas ficaram.

E isso foi claramente constatado durante a agenda do governador no Sul na quarta e quinta-feira. A sintonia demonstrada entre os dois líderes políticos, teve direito a conversa ao pé do ouvido e aperto de mão olho no olho em público.

Livre do primeiro pedido de impeachment e quase liberado do segundo, o governador que prometeu diálogo quando da visita a Garcia na Assembleia ainda afastado do cargo, cumpriu sua promessa. Saiu da Casa da Agronômica, visitou os chefes de poderes, intensificou a agenda e o diálogo também com prefeitos por toda Santa Catarina.

O governador parece ter aprendido que não há como manter uma administração excluindo dela a política.

Karina Manarin

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