Conheça os desafios da primeira prefeita da história de Campo Alegre

Alice Bayerl Grosskopf é a única mulher eleita para o mais alto cargo do Executivo em toda região Norte

O número de mulheres concorrendo nas eleições municipais aumentou e bateu recorde em 2020, apesar de representar apenas 34% do total de candidatos. As mulheres eleitas superaram as de 2016, mas ainda é baixo, pouco mais de 12%.

Alice Grosskopf é a primeira mulher a comandar a prefeitura de Campo Alegre e tem como referência o sogro, de quem já foi vice – Foto: Divulgação/NDAlice Grosskopf é a primeira mulher a comandar a prefeitura de Campo Alegre e tem como referência o sogro, de quem já foi vice – Foto: Divulgação/ND

No Norte de Santa Catarina, apenas uma mulher assumiu o mais alto posto do Executivo e a foto dela está pendurada na galeria de prefeitos de Campo Alegre, logo abaixo do retrato de sua maior referência, o sogro, que comandou a cidade entre 1993 e 1996.

Alice Bayerl Grosskopf é a única mulher a comandar uma prefeitura no Norte catarinense, uma das 28 a assumir um município em todo o Estado. Na gestão de, Vilmar Grosskopf, ela foi vice-prefeita e, agora, se sente preparada para comandar o município de quase 12 mil habitantes.

Aos 60 anos, ela espera abrir as portas para que as mulheres tenham mais participação na política da cidade. “Estou muito feliz pela nossa cidade, como a primeira mulher eu quero fazer o melhor possível para honrar todas as nossas mulheres, para que mais tarde possam vir muitas prefeitas, vices e vereadoras e possamos realmente trabalhar pelo nosso povo”, fala.

E a eleição de Alice foi com uma boa dose de emoção. Apenas cinco votos deram a ela um lugar na história como a primeira prefeita da cidade. Antes disso e de ser vice-prefeita, ela já havia sido eleita a vereadora mais votada da cidade, em 2005. Além da vida política, ela participou de diversos grupos como voluntária, entre eles, grupos de idosos, Rede Feminina, Lions e Pastoral da Criança.

Natural de São Bento do Sul, Alice mora em Campo Alegre desde 1993 e tem entre os principais desafios à frente do município o investimento em setores da economia, como agricultura e indústria, os principais geradores de empregos do município.

“Quando elaboramos plano de governo, tentamos várias áreas, procuramos pessoas em áreas técnicas que soubessem a necessidade da nossa cidade. Hoje, queremos executar esse plano usando a tecnologia, olhando para esse futuro, nas áreas da saúde, educação, saneamento básico e agricultura. Vamos trabalhar incansavelmente”, explica.

Reconhecido como a capital catarinense da ovelha, o município também é destaque pelas belezas naturais. Com um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 41 mil e com uma arrecadação de pouco mais de R$ 57 milhões em 2020, a prefeita tem o desafio de gerir as contas e as decisões para enfrentamento ao coronavírus. Desde o início da pandemia, são mais de 680 casos confirmados e 24 mortes.

“Sabemos que dependemos do Estado e nós vamos seguir criteriosamente o que ele determinar. Todo mundo sente, a população inteira sente, as crianças sentem. É um desafio que esperamos que volte a resgatar o verdadeiro, o bonito das pessoas que é o sorriso, não só com os olhos, mas o sorriso aberto e o abraço que todos nos precisamos”, finaliza.

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