Crise na Fecam: “Estou cuidando do dinheiro”, diz Clenilton

O presidente da Fecam defende-se das acusações e dispara contra conselheiros

A crise institucional está formada na Fecam (Federação Catarinense dos Municípios).

A troca de farpas não para. De um lado, prefeitos conselheiros que renunciaram ao cargo por discordar de decisões tomadas pelo presidente da entidade, Clenilton Pereira, que também é prefeito de Araquari. Do outro lado, o próprio Clenilton expondo funcionários “sobrando” ou que “não vinham trabalhar” .

Pelo menos seis prefeitos que fazem parte do conselho da Federação  renunciaram ao cargo entre esta terça (9) e quarta-feira (10). O motivo seria um desacordo com Clenilton, que demitiu e contratou funcionários sem o aval do conselho administrativo.

Clenilton Pereira Clenilton Pereira é o atual prefeito de Araquari e está à frente da Fecam há um mês – Foto: Divulgação/ND

Um dos funcionários que foram contratados pelo presidente da Fecam, Clenilton Pereira, foi o ex-vereador e ex-candidato a vice-prefeito de Joinville, Rodrigo Fachini, como coordenador institucional. O salário é de R$ 5 mil. Os conselheiros reagiram e alegaram que o cargo nem existia dentro da unidade, foi criado para acomodar  Fachini. 

“A única função que exige que passe pelo Conselho é o de diretor executivo. E esse eu fiz a reunião, tem ata tudo certinho, e foi aprovado pelos oito integrantes do Conselho Executivo. Qualquer mudança que venha depois, que seja da área administrativa, compete à diretoria executiva com aval do presidente, que foi o que aconteceu”, coloca Clenilton. 

“Inclusive, sobre Rodrigo Fachini, foi a única pessoa que eu trouxe para cá (Fecam). Fachini é a pessoa da minha confiança, são os meus olhos na Fecam”, defende, dizendo que antigamente os dirigentes não colocavam pessoas de confiança e agora ele está corrigindo isso. 

“O Rodrigo Fachini tem competência para isso, tem qualificação para isso e tem formação sobrando para isso e tem a minha confiança. A vinda dele precisa passar pelo conselho. É uma decisão da Diretoria Executiva, que fez o que tinha que ser feito, todas as mudanças necessárias.”

Segundo Clenilton, foram cinco demissões de “pessoas que não estavam trabalhando ou que estavam sobrando”.

“Tinha uma menina que estava há dez meses sem trabalhar. Não tem como manter. Acabei o regime home office. Aí, essas cinco pessoas criaram um grupinho para mandar informações totalmente desencontradas para a imprensa. Foi isso que aconteceu, nada além disso”, dispara o presidente da Fecam. 

Ainda de acordo com Clenilton, uma sexta pessoa cometeu um erro e foi demitida por justa causa. “O desmonte da Fecam que eles alegam foi isso: cinco pessoas de 25 que não trabalhavam e estavam sobrando e uma sexta pessoa demitida por justa causa.”

“Não vou renunciar”

O presidente encerra dizendo que só está cuidando do dinheiro da Fecam e é categórico ao afirmar que não irá renunciar. 

“Eu vou continuar trabalhando firme e forte. Não vou renunciar. Não há nenhuma possibilidade. Você renuncia quando você faz algo de errado, o que não é o caso. Não tem nenhuma denúncia de corrupção, nenhuma denúncia de desvio, de nada”, frisa. 

Ele, inclusive, disse ter certeza que não é por conta das cinco demissões –  que nem são pessoas da área técnica  – que está havendo essa mobilização dos conselheiros.

Clenilton fez questão de lembrar de uma reunião da Executiva na terça-feira (9).

“Ontem, na reunião da Executiva, eles (os conselheiros) concordaram plenamente. Só não concordaram com o método, que eu deveria ter os consultado, mesmo não estando no regimento”, explica. 

“Foi isso que aconteceu. O restante é tudo invenção. Quero enfrentar esse desafio. Estarei inteiramente à disposição. O que eu estou fazendo é resolvendo um problema de anos na Fecam”, conclui. 

Mais cedo, Clenilton Pereira gravou um vídeo dizendo que, quando chegou na Fecam, viu muita coisa errada e está fazendo um choque de gestão. “Já economizamos mais de R$ 60 mil só no primeiro mês”, destaca.

Confira abaixo na íntegra:

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