Crise na Fecam: Fachini diz que foi convidado a ocupar cargo

Rodrigo Fachini se defende de acusações e afirma que tem qualificação para ocupar cargo que já existe na entidade

A crise instaurada na Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) com a renúncia de diversos prefeitos entre terça-feira (9) e quarta-feira (10) respingou em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Os prefeitos que abdicaram de participar das decisões diretas da Fecam alegaram desacordo com o atual presidente, Clenilton Pereira, e suas decisões de demitir e contratar funcionários sem o aval dos conselheiros.

Rodrigo Fachini chama de mentirosas as afirmações de que nomeação para cargo na Fecam é indicação política – Foto: Câmara de Vereadores de Joinville/DivulgaçãoRodrigo Fachini chama de mentirosas as afirmações de que nomeação para cargo na Fecam é indicação política – Foto: Câmara de Vereadores de Joinville/Divulgação

Nessa “dança das cadeiras” está o ex-vereador joinvilense Rodrigo Fachini. Ele foi convidado para ocupar o cargo de coordenador institucional que, de acordo com o documento assinado pelos conselheiros, “não é previsto dos documentos da entidade”. Ainda segundo o documento, o cargo tem remuneração de R$ 5 mil e mais 100% de comissão.

No entanto, Fachini rebate a acusação feita pelos conselheiros e afirma que foi convidado a ocupar um cargo que já existe e para o qual está preparado. “Fui convidado para assessorar ele [Clenilton] e ocupar um espaço que existia que é a coordenação institucional da entidade. Sou formado na área, fui convidado a ocupar um cargo que já existe e não foi um que foi criado”, fala.

O ex candidato a vice-prefeito derrotado nas últimas eleições reforça, ainda, sua formação na área de administração pública, o que o qualifica para o cargo e coloca em xeque a tese de que as mudanças não levam em consideração a formação técnica e sim uma suposta indicação política.

“A minha formação é em gestão pública e estou cursando MBA. Estou sujeito a qualquer questionamento, mas me sinto qualificado e preparado para exercer essa função. Essa fala de que é um cargo político é mentirosa”, finaliza.

O coordenador geral da entidade, Dionei Silva, afirma que o cargo não existia e que outra pessoa ocupava uma posição semelhante, porém, ele alega que no caso de Fachini, além do salário criaram uma gratificação de 100%. “Existiam algumas gratificações para coordenadores de área, mas de 20% até 40%”, finaliza.

Acesse e receba notícias de Joinville e região pelo WhatsApp do ND+

Entre no grupo
+

Política SC