Servidores e PM entram em conflito na reforma da Previdência em SC

Polícia Militar usou bomba de efeito moral para conter manifestantes que ameaçaram invadir a Alesc

A Polícia Militar e trabalhadores entraram em conflito na tarde desta quarta-feira (4) em frente à Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Os PMs precisaram conter manifestantes que ameaçaram invadir o parlamento. O deputado Ivan Naatz (PL) tentou se aproximar da aglomeração, mas foi contido pelos policiais.

Tropa de choque contém manifestantes – Vídeo: /NDTV

Desde 12h, entidades sindicais ocupam a região em protesto contra a reforma da Previdência em Santa Catarina. O clima esquentou por volta das 14h, quando os manifestantes tentaram invadir a casa parlamentar, isolada por conta da pandemia de Covid-19.

No momento em que houve a tentativa de invasão, os policiais militares montaram uma barricada e a tropa de choque utilizou bomba de efeito moral. Os manifestantes chegaram a jogar cadeiras contra os policiais. Alguns servidores se feriram. Por volta das 14h45, a situação já havia sido controlada. A violência, entretanto, foi isolada.

Diversas entidades sindicais se manifestam contra o projeto. Entre elas, o Sintespe (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual), a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Adepol (Associação dos Delegados de SC), o Sinjusc (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado), a APRUDESC (Associação dos Professores da UDESC), entre outros.

Deputado estava próximo no momento em que bomba de efeito moral foi utilizada – Vídeo: Luan Vosnhak/NDTV

Naatz (PL) chegou na Alesc em meio ao conflito. Ele ficou com os olhos irritados por conta da bomba de efeito moral, mas não foi atingido diretamente pelo produto. “Não houve diálogo entre as categorias e o governo do Estado”, disse o parlamentar.

O que será votado

A votação desta quarta é o último rito do projeto, enviado pelo Governo Estadual há cerca de um mês. Se as duas matérias (um projeto de lei complementar e e uma PEC) forem aprovadas, seguem para a sanção do governador Carlos Moisés (sem partido).

Os deputados estaduais incluíram 30 emendas ao projeto original. Dentre as principais alterações estão a ampliação da cota familiar da pensão por morte, a retirada da alíquota extra e novas regras de transição. Confira os detalhes.

Para ser aprovada, a PEC precisa de, no mínimo, 24 votos favoráveis, em dois turnos de votação. Já o PLC depende de, no mínimo, 21 votos favoráveis para ser aprovado, também em duas votações. Segundo o governo de Santa Catarina, a proposta deve gerar economia de R$ 22 bilhões ao Estado nos próximos 20 anos.

*Com informações dos repórteres Paulo Rolemberg e Luan Vosnhak, do ND e da NDTV

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