Altair Magagnin

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Diferentemente do anunciado, delegados da Deic ainda não foram chamados para voltar

Anúncio de convite para retornar foi feito pelo novo delegado-geral Marcos Ghizoni mas ainda não foi efetivado em sua totalidade; diretor da Deic, Luis Felipe Fuentes ainda não foi chamado

A decisão de convidar os delegados que foram substituídos na Deic (Diretoria de Investigação Criminal) da Polícia Civil ainda não se consolidou até a tarde desta quinta-feira (7). O anúncio foi feito pelo próprio delegado-geral, Marcos Ghizoni, em entrevista coletiva assim que foi anunciado.

O  delegado Luis Felipe Fuentes, que ocupava o cargo de diretor da instituição, não havia sido chamado a voltar.

Luis Felipe Fuentes, delegado e ex-diretor da Deic – Foto: Divulgação/NDLuis Felipe Fuentes, delegado e ex-diretor da Deic – Foto: Divulgação/ND

O delegado Jeferson Prado Costa, retirado da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro, também não.

A delegada Beatriz Ribas, da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais; e o delegado Cláudio Monteiro, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, teriam sido chamados.

Monteiro estaria propenso a voltar, Beatriz aguarda os desdobramentos. O entendimento dos delegados é que, ou voltam todos, ou não volta nenhum.

Conforme reportagem em primeira mão deste blog, com base em documentos públicos, é possível entender melhor os meandros da crise institucional instalada no governo do Estado de Santa Catarina. Cada vez mais, ganha contornos de escândalo a situação na Polícia Civil.

Depois de substituir o delegado-geral Paulo Koerich pelo delegado Laurito Akira Sato, sem alarde, o governador catarinense Carlos Moisés (sem partido) fez alterações importantes na corporação.

Na segunda-feira, dia 20 de setembro, a cúpula da Polícia Civil de Santa Catarina foi dispensada. O ato, assinado pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, foi publicado nas páginas 2 e 3 da edição daquele dia do “Diário Oficial do Estado”. Logo em seguida, outro ato redistribuiu os cargos vagos.

No mesmo dia 20, segunda-feira, pouco depois das 8h, uma reunião de boas-vindas marcou a transição entre Koerich e Sato. Este encontro está registrado no site da instituição.

Os nomes que seriam substituídos – entre eles Fuentes – já não participaram da reunião de trabalho realizada naquela mesma segunda-feira.

Com a troca do delegado Paulo Koerich pelo delegado Akira Sato, na delegacia-geral, e a substituição do delegado Luis Felipe Fuentes pelo delegado João Fleury Castilho, no comando da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), os atos nº 2002/2021 e nº 2003/2021 abriram caminho para outras mudanças na Polícia Civil de Santa Catarina.

Entre as alterações, a dispensa do delegado Jeferson Alessandro Prado Costa da função de titular da Delegacia de Investigação à Lavagem de Dinheiro; da delegada Beatriz Ribas Dias dos Reis, da chefia da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais; e do delegado Cláudio Monteiro, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, os três pertencentes à Deic.

Diferentemente das decisões que mexem na cúpula da Polícia Civil, que devem ser assinadas pelo governador e publicadas no “Diário Oficial”, mudanças como as realizadas com os delegados da Deic são publicadas no BID (Boletim Interno Digital) e são assinadas pelo delegado-geral.

No campo das especulações, a saída de Jeferson Costa e Beatriz Ribas teria sido determinada por questões políticas. Os dois estavam investigando, nas respectivas áreas, processos que teriam impacto em figuras influentes do Estado.

Jeferson estaria investigando uma suposta fraude em licitações, que começou pelo Porto de São Francisco do Sul e teria se ramificado em outros órgãos do governo. Beatriz estaria investigando crimes ambientais no Norte da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis.

A empresa Ceon, contratada pelo Estado ainda com o nome de Iosec, que firmou contrato com o porto de São Francisco, nega irregularidades.

coação para mexer nos cargos teria sido o motivo do pedido de demissão do delegado-geral Akira Sato. Oficialmente, a saída, 15 dias depois da nomeação, é atribuída a questões pessoais por problemas de saúde.

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