Paulo Alceu

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Duas mulheres disputam pela primeira vez a presidência da OAB/SC

O ineditismo é duplo. De um lado Vivian de Gann e do outro Claudia Prudêncio revelando a força das mulheres e uma maior participação, que vem sendo estimulada inclusive na vida parlamentar. Para que vocês tenham uma idéia , atualmente, há mais de 30% da representatividade feminina nos cargos de direção da OAB catarinense. Houve uma evolução , inclusive, na ocupação de cargos de relevância. São 31 mulheres liderando comissões estaduais e 17 presidentes de Subseções, sendo duas delas, as maiores do Estado, Joinville e Blumenau. Ou seja, estamos presenciando a participação, cada vez maior, das mulheres nos destinos de uma entidade que marcou história nos anos de regime militar, e que poderá ser o fundamento para mudanças e evoluções importantes que recoloquem a OAB, além de seus compromissos de classe, numa sintonia mais próxima com as ruas. Para se ter uma idéia, em breve a OAB/SC de repente se transformará num ambiente de maioria feminina. Dados recentes apontam que o número de advogados inscritos no Estado é de 60 mil profissionais, sendo a metade mulheres. E percorrendo as Faculdades de Direito fica visível que a nova geração da advocacia será feminina. Na verdade no contexto nacional, em abril deste ano dados do Conselho Federal da OAB, revelaram que pela primeira vez na história do pais o número de advogadas superou o de advogados. Santa Catarina ainda conta com homens representando a maioria dos profissionais da advocacia, mas com os dias contados. Elas estão chegando.

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