Os deputados que podem entrar na disputa por prefeituras em outubro

Em 15 cidades catarinenses parlamentares estaduais e federais aparecem como possíveis candidatos nas eleições 2016

Dos 56 deputados estaduais e federais de Santa Catarina, incluindo os suplentes que, estão no exercício do mandato, 28 aparecem como possíveis candidatos a prefeito nas eleições municipais. Além deles, três titulares que estão licenciados para ocupar funções no governo do Estado também aparecem nas listas de apostas.

Arte/ND

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Dos 40 parlamentares da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), 19 (47.5%) podem ser candidatos. Na Câmara dos Deputados, as especulações envolvem 9 (56.25%) dos 16 representantes catarinenses, nove estão na vitrine Pelo menos 15 municípios têm a chance de terem parlamentares como concorrentes às prefeituras.

Chapecó, Florianópolis, Joinville, Criciúma e Blumenau concentram de seis a três nomes, conforme levantamento feito pelo Notícias do Dia. Contudo, a definição ainda depende de acertos e negociações internas nos partidos. Pela lei eleitoral, o prazo para as convenções para escolha de candidatos e alianças entre as legendas deve ser de 20 de julho a 5 de agosto.

Em Chapecó e Blumenau, partidos contam com mais de uma opção de deputado para a corrida. Na primeira, a líder da bancada do PT na Alesc, Luciane Carminatti, e o deputado federal petista Pedro Uczai, estão sendo cogitados. Na segunda, o PSD tem o deputado estadual Jean Kuhlmann e o secretário do Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing.

Em municípios, como Palhoça, Concórdia, Jaraguá do Sul, Balneário Camboriú, Brusque, São José, Rio do Sul, Tubarão, Lages, Itajaí, aparece apenas um deputado como possível candidato a prefeito. Em Rio do Sul, o atual secretário de Defesa Civil, Milton Hobus (PSD), é um dos nomes considerados para disputar a prefeitura.

A reportagem também considerou a possibilidade de disputa dos três senadores catarinenses: Dário Berger (PMDB), Dalírio Beber e Paulo Bauer, ambos do PSDB. Os dois primeiros já manifestaram apoio ao pré-candidato peemedebista Gean Loureiro (Florianópolis) e ao tucano Napoleão Bernardes, que disputará a reeleição em Blumenau.

Já Bauer continua como nome forte em Joinville, apesar de já ter deixado claro publicamente que almeja voos mais altos, como o governo estadual. Pela regra eleitoral, os parlamentares não precisam deixar as cadeiras na Alesc nem na Câmara para participar da disputa.

Mas podem decidir por se licenciar ou não caso queiram se dedicar exclusivamente à campanha eleitoral. Já os titulares licenciados são obrigados a deixar as funções no Executivo durante a campanha.

FLORIANÓPOLIS

Com pelo menos quatros deputados – três estaduais e um federal – cotados para a disputa da prefeitura, a oficialização de candidaturas ainda depende de acertos delicados. O deputado João Amin (PP) – eleito vice-de Cesar Souza Júnior (PSD) em 2012 e que renunciou ao cargo em 2014 para assumir uma cadeira na Alesc –, é tido como opção do partido.

Ao mesmo tempo, o PP estuda lançar a ex-prefeita Angela Amin, mãe do pepista. Chance que, se concretizada, implicará rompimento com o atual governo municipal – independente do nome do PP. O PMDB tem pré-candidato certo: Gean Loureiro (PMDB), que enfrentou o atual prefeito nas urnas na eleição de 2012.

A deputada federal Angela Albino (PCdoB) assume a pré-candidatura. “Decidimos em reunião consensual. Sou pré-candidata.” Em 2012, a parlamentar amargou o terceiro lugar no resultado do primeiro turno.

O deputado Marcos Vieira (PSDB) é outra possibilidade. “Com certeza o PSDB estará na majoritária seja na cabeça ou na condição de vice”, diz o tucano. Ele antecipou o interesse do PSDB em coligar com o PP.

JOINVILLE

Três parlamentares – dois estaduais e um federal – são apostas para a disputa da prefeitura. No PSD, o consenso é pelo nome de Darci de Matos (PSD). Desta vez, Kennedy Nunes, do mesmo partido, ficará de fora da disputa.

Nunes enfrentou o atual prefeito Udo Döhler (PMDB) no segundo turno da corrida de 2012. Também como oposição a Döhler – pupilo do falecido senador Luiz Henrique – desponta o nome do deputado federal Marco Tebaldi (PSDB), que já administrou a cidade.

Em 2000, Tebaldi foi eleito vice de LHS. Assumiu a prefeitura em 2002, quando o peemedebista renunciou para se candidatar ao governo. Em 2004, concorreu como prefeito e foi eleito. Há chance de uma aliança do PSD com o PSDB.

Ainda, os tucanos também contam com o nome do senador Paulo Bauer. Em agosto passado, ele abriu escritório na cidade, mas negou publicamente o interesse de disputar o comando do município. Ele almeja vôos mais altos, como o governo do Estado.

Patrício Destro (PSB) também é citado como pré-candidato, embora já tenha manifestado interesse em se dedicar ao mandato na Alesc.

BLUMENAU

Em Blumenau, o PSD tem dois nomes fortes para enfrentar o atual governo do prefeito Napoleão Bernardes (PSDB) nas urnas. São eles: o líder da bancada do partido na Assembleia, o deputado Jean Kuhlmann (PSD), e o secretário de Saúde, João Paulo Kleinübing (PSD), licenciado da Câmara.

Ambos estão na vitrine, mas a definição ainda passará pelas convenções em agosto. O PT deve ter como candidata a deputada estadual Ana Paula Lima (PT). Marido da petista, o deputado federal Décio Lima, também da sigla dos trabalhadores, mudou o domicílio eleitoral para Itajaí, onde tem chance de se lançar candidato a prefeito. Lima foi prefeito de Blumenau por duas vezes.

CHAPECÓ

No Oeste, o PT tem duas opções para disputar a prefeitura de Chapecó: a deputada estadual Luciane Carminatti e o deputado federal Pedro Uczai. Nenhum dos dois petistas concorreu ao cargo antes. Outro nome forte do partido é do presidente estadual da sigla Claudio Vignatti – atual diretor financeiro da Eletrosul.

Mas o petista deve privilegiar as próximas disputas ao governo do Estado. No páreo, também podem aparecer os nomes dos parlamentares estaduais Narcizo Parisotto (DEM) e Cesar Valduga (PCdoB), além dos deputados federais Valdir Colatto (PMDB) e João Rodrigues (PSD). Nos primeiros dias de janeiro, o PSD entregou o comando da administração municipal para o PSB.

José Claudio Caramori (PSD) renunciou ao cargo de prefeito para assumir a presidência do Badesc (Agência de Fomento de Santa Catarina). A administração municipal ficou com o vice Buligon (PSB).

De Chapecó, o presidente da assembleia e presidente estadual do PSD, Gelson Merisio, não deve participar da disputa municipal porque almeja vôos mais altos – como o governo estadual. Merisio planeja coordenar as eleições municipais do partido em todo o Estado. Para isso, pretende se licenciar do comando da Casa durante o período de campanha.

CRICIÚMA

Além de partidos políticos contarem com mais de uma opção de deputados para disputar a mesma prefeitura, também há desdobramentos jurídicos que podem impactar a formação das candidaturas no cenário da corrida municipal no Estado.

Em Criciúma, o PSDB cogita o nome da deputada federal Geovânia de Sá. Mas ao mesmo tempo, Clesio Salvaro (PSDB) – que venceu a eleição de 2012 – tenta na Justiça voltar a o cargo de prefeito.

E, independente do encaminhamento judicial, já deu sinais que pretende entrar no páreo. Outro ingrediente que apimenta a disputa local é a possibilidade de Cleiton Salvaro (PSB) – primo do tucano – para concorrer à prefeitura.

Filho de ex-prefeito, o deputado estadual Ricardo Guidi (PPS) também aparece como provável candidato nestas eleições municipais. Especulações apontam para a possibilidade de alianças entre PSD, PSB e PR. Pelo PMDB, despontava o nome do deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (PMDB), porém o suplente no exercício do cargo oficializou que desistiu da pré-candidatura.

Atualizada 1º/2 – às 23h

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