Quem os derrotados vão apoiar no segundo turno em Joinville

Maioria dos 13 candidatos derrotados no primeiro turno optou por não apoiar nem Adriano Silva, nem Darci de Matos

No próximo dia 29, Joinville decide quem será o próximo prefeito em uma disputa acirrada entre Adriano Silva (Novo) e Darci de Matos (PSD). Afinal, no primeiro turno, a diferença de votos entre os dois ficou em apenas 6.110 votos.

Darci de Matos e Adriano Silva disputam o segundo turno em Joinville – Foto: Carlos Jr./NDTVDarci de Matos e Adriano Silva disputam o segundo turno em Joinville – Foto: Carlos Jr./NDTV

Diante desse cenário, o desafio dos prefeituráveis é convencer os mais de 101 mil eleitores que se abstiveram de votar no dia 15 de novembro e, além disso, conquistar os votos que foram destinados aos outros 13 candidatos que disputavam a prefeitura no primeiro turno.

Nesse sentido, o apoio dos candidatos derrotados se mostra importante para cativar o eleitor. Porém, a maioria deles preferiu se manter neutro neste segundo turno.

Fernando Krelling (MDB), que ficou em terceiro lugar nessas eleições, decidiu não tomar partido por nenhum dos candidatos. “Não acho justo que o partido direcione os votos de seus filiados. Prezo muito pela verdadeira democracia, espero que cada eleitor que votou em mim tome a sua própria decisão no segundo turno com muita tranquilidade”, disse em nota.

Em nota, o Cidadania, partido de Tânia Eberhardt, quarta colocada no pleito, também divulgou que pretende não manifestar apoio a nenhum dos prefeituráveis. “Ao não identificar afinidades com os dois postulantes ao Executivo Municipal, deliberou-se por não fechar apoio de legenda”, afirmou a sigla.

Nas redes sociais, o PT também se mostrou contrário a apoiar os prefeituráveis que disputam o segundo turno. “Os dois candidatos são opostos à política que apresentamos para Joinville no primeiro turno e que representamos no país. Por estas razões centrais, o Partido dos Trabalhadores de Joinville não apoiará nenhum dos dois candidatos à prefeitura e será oposição ao governo municipal, qualquer que seja o vencedor do segundo turno”, manifestou o partido.

Marco Aurélio Marcucci, do Republicanos, disse que não apoia nenhum dos candidatos. “Nem pensar, tenho meu discurso”, afirmou. 

O mesmo posicionamento tem Mayara Colzani, do PSOL. “No segundo turno não vamos apoiar ninguém. Iremos junto com quem ganhou mais votos, as abstenções. Dois candidatos que são faces da mesma moeda, pela privatização e financiado pelos grandes. Não nos representam!”, argumentou Mayara.

O PSTU, de Adriano Mesnerovicz, se manifestou a favor do voto nulo. “O PSTU Joinville defende o voto nulo nesse segundo turno. No segundo turno, votamos 16 contra o projeto de cidade que os dois candidatos querem impor à cidade”, disse em nota.

O Patriota, partido de Nelson Coelho, se manifestou nas redes sociais dizendo que também não apoia ninguém nas eleições do dia 29 de novembro.

Levi Rioschi (DC), afirmou que não foi procurado pelos partidos que concorrem ao segundo turno e que a sigla deve se reunir e avaliar o cenário.

A assessoria de Eduardo Zimmermann (PTC), disse que ainda não há uma definição sobre apoio, mas que é improvável o alinhamento com qualquer um dos candidatos.

Já o Podemos, partido de Ivandro de Souza, manifestou apoio a Adriano Silva neste segundo turno. “O Podemos, reunido democraticamente, decidiu por maioria absoluta em apoiar a possibilidade real de mudança, no projeto liderado por Adriano Silva. Entre a certeza e a possibilidade, não hesitamos em seguirmos pelo caminho da esperança”, disse em nota.

Anelisio Machado (Avante), Dalmo Claro (PSL) e James Schroeder (PDT) não se manifestaram sobre o assunto, como seus partidos.

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