“Vamos trazer os valores conservadores para Joinville”, diz Eduardo Zimmermann

Candidato do PTC falou sobre suas propostas para a cidade do Norte catarinense em entrevista ao Grupo ND

Eduardo Zimmermann (PTC) é o terceiro sabatinado na série de entrevistas que a NDTV Record Joinville e o portal ND+ promovem com os 15 candidatos à prefeitura de Joinville.

Zimmermann tem 34 anos, é formado em Engenharia Mecânica pela UFSC, em Administração pela Udesc e é especialista em Controle Público pelo TCE-SC. Foi secretário executivo do Conselho Estadual do Meio Ambiente por quatro anos e, em 2019, foi coordenador-geral na Secretaria Nacional de Juventude, em Brasília. Desde 2012, é servidor de carreira de nível superior do IMA (Instituto do Meio Ambiente). É a primeira vez que concorre a um cargo eletivo.

Entrevista com Eduardo Zimmermann foi conduzida pela apresentadora Sabrina Aguiar – Foto: Juliane Guerreiro/ND

Confira a entrevista:

Em seu plano de governo, você propõe uma reforma da máquina administrativa. Quais são suas ideias em relação a essa reforma?

Não é que o nosso plano de governo propõe uma reforma propriamente dita, mas nós vamos desburocratizar e, com isso, vamos precisar reduzir algumas secretarias. Subprefeituras, por exemplo, que hoje só servem para cabos eleitorais, nós vamos eliminar. Em relação aos outros órgãos, ainda haverá um estudo para avaliar essa reforma. 

Há várias ações em seu plano de governo em que se conta com as parcerias público-privadas. Por que a adoção desse tipo de medida e como estimular as empresas a participarem?

A parceria público-privada vem como uma medida que, onde o setor público não consegue avançar, nós conseguimos trazer a aplicação prática do setor privado com o incentivo da parte pública. Então, diversas áreas e atividades podem ser desenvolvidas a partir da parceria público-privada. Por exemplo, no hospital da zona Sul, que é a nossa previsão, nós vamos aplicar a parceria público-privada, que é o modelo que funciona em Jaraguá do Sul.

Você fala em fazer a indicação técnica de servidores e cita como exemplo a nomeação de um secretário de educação da direita conservadora. Por que essa escolha? Esse seria, de fato, um critério técnico?

Esse é um critério técnico sim porque os valores que elegeram o presidente Jair Bolsonaro, e que Joinville deu 83% dos votos, são contrários à ideologia de gênero nas escolas, à escola sem partido, ao aborto e a favor de voltar os valores cristãos. Esses valores conservadores do presidente precisam estar na nossa pauta.

Na área da educação, você defende a implantação do projeto “Escola sem partido”, um projeto que já passou pela Câmara e foi vetado. Por que a insistência no projeto e porque ele seria viável em Joinville?  

Nós tivemos casos já relatados graves de professores pregando ideologia nas crianças, inclusive demonizando a figura do presidente Jair Bolsonaro. Então, nós queremos que essa parte política seja excluída da lógica de ensino das crianças. Como aplicar em Joinville? Como aplicaria em qualquer outro lugar do Brasil, a “Escola sem partido” precisa ser regulamentada para que os professores não possam estar ensinando conforme a sua cabeça e a sua linha de atuação.

A internação compulsória de dependentes de drogas é um assunto amplamente discutido pela área e comumente desencorajado por especialistas. Porém, ela está em seu plano de governo. Por que você pretende incentivar essa prática?

Há casos de dependência de drogas que precisa da internação compulsória, existem estudos sobre isso. Não é uma questão de insistência no assunto. Em Joinville, nós temos um problema grave de tráfico de drogas, que está gerando dependentes e esses dependentes precisam ter um atendimento adequado. Em alguns casos, vai precisar da internação compulsória. 

Você propõe a criação de uma “Praça das Mães” para que as mães de filhos desaparecidos possam se encontrar e ter ajuda mútua. O senhor sabe quantas pessoas estão no cadastro de desaparecidos hoje em Joinville? Por que isso é relevante?

É relevante no sentido de que as mães que têm seus filhos desaparecido não conseguem viver de forma tranquila. Não estou preocupado com a quantidade de filhos desaparecidos, tendo um nós já estamos aqui pra combater. A “Praça das Mães” não vai ter um custo adicional, então a quantidade de desaparecidos não é relevante pra isso porque nós não estaremos onerando o contribuinte por conta da criação de uma praça. Vai ser uma praça que já existe e que nós vamos apenas revitalizar pra que isso aconteça.

Você cita entre as propostas a revogação de decretos e portarias ruins para o desenvolvimento da cidade. Quais deixariam de valer, por exemplo?

Um exemplo: licenciamento de cavaletes para que o mercado possa colocar em frente ao seu estabelecimento o preço de um produto. Hoje, o dono do mercado precisa pedir o licenciamento desse cavalete, pagar uma taxa e aguardar a prefeitura dizer que pode usar. Isso nós vamos tirar. 

Licenciamento de vans escolares: a van escolar não pode ficar restrita só a essa atividade. Nós vemos agora o caso da quarentena, em que eles ficaram pagando a taxa para poder funcionar na cidade e com as escolas todas fechadas os motoristas de vans ficaram com fome. Então, eles têm que ter o direito de desenvolver outras atividades com a van que é deles, comprada por eles, e hoje a regulamentação proíbe eles de exercerem outro tipo de atividade. Nós vamos permitir. São dois grandes exemplos de entraves criados por decretos e portarias.

Hoje, a licitação e as obras do rio Mathias estão suspensas. Como você pretende lidar com essa questão?

A obra do rio Mathias é importante lembrar que os vereadores da atual gestão negaram a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Seria importante para a população saber quem são os responsáveis, qual o valor gasto e o que aconteceu, por que tanto tempo as pessoas sofreram com essa obra e, agora, de uma hora pra outra, simplesmente se tapa o que estava ali e se tira as máquinas da rua. 

Então, se não houver uma nova CPI aberta por uma nova Câmara, que eu acredito que vai renovar, que o eleitor não vai ser bobo de votar nos mesmos de sempre, eu acredito que o prefeito, individualmente, e aqui fica o meu compromisso, em 30 dias nós vamos mostrar quem são os responsáveis, qual o valor gasto e qual a proposta de solução com um cronograma de ações referente à obra. 

Como você pretende resolver o impasse do transporte coletivo em Joinville? Como reduzir o preço da tarifa, que é uma das mais caras do Estado?

A licitação já está prevista. É óbvio que em 2023, que é o prazo previsto que ela aconteça, até lá a gente pode ver outros projetos. Joinville não tem mais projeto de metrô, por exemplo, não tem outras alternativas de trânsito. Nós queremos fazer um teleférico no Morro do Boa Vista, Morro do Finder, muitas pessoas vão poder se deslocar de um lugar para o outro de teleférico. 

Agora, na questão específica do transporte público, a licitação de ônibus. Se nada se alterar, em 2023, a nossa ideia é que seja feita uma licitação para quatro empresas, melhor distribuindo a cidade com ônibus de maior qualidade.

Você falou na questão do teleférico. De onde viriam os recursos para essa obra?

Os recursos da obra do teleférico podem vir de diversos lugares, do Ministério do Turismo, já que nós termos portas abertas em Brasília, onde eu trabalhei com a ministra Damares e fui o único de Joinville nesse pleito a ter trabalhado no governo Bolsonaro; da secretaria estadual de turismo, nós podemos ver a viabilidade; ou bancos de investimento porque isso vai atrair turismo e negócios para a cidade, vai ter outras formas de adquirir essa receita para que o projeto seja desenvolvido.

Entrevista foi transmitida no programa Balanço Geral – Foto: Juliane Guerreiro/ND

O ND+ ouviu especialistas que apontaram que as políticas públicas para a juventude são essenciais para a segurança pública. Quais são suas propostas nesse sentido?

Eu gostaria que o Renan Bolsonaro, filho 04 do presidente, fosse o nosso secretário da juventude. Vou, inclusive, convidá-lo. Mas se ele não topar, e eu acredito que nós temos que ter secretários técnicos em cada área, a minha ideia, a princípio, está principalmente relacionada a mais cursos nas universidades, mais esporte, já que os esportes têm que voltar a ser impulsionados na cidade como eram antigamente, e o combate às drogas.

Por que o eleitor joinvilense deve votar em você?

Porque nós estamos comprometidos com a verdade. Vamos trazer os valores conservadores do nosso presidente Jair Bolsonaro para a nossa cidade, esse é o meu compromisso. E vamos combater a corrupção, o descaso e a irresponsabilidade econômica que se tornou a cidade de Joinville, trazendo novamente os grandes temas: “Cidade das Flores”, “Cidade das Bicicletas”, “Cidade dos Príncipes”, “Manchester Catarinense” para o joinvilense voltar a ter orgulho de morar nessa cidade.

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