Veja quanto os candidatos de Joinville gastaram para conquistar cada voto

Entre os vereadores eleitos, a diferença no “preço do voto” é de até R$ 29; entre os candidatos a prefeito, chega a R$ 100

Divulgação nas redes sociais, impressão de santinhos, gravações de programa para televisão e rádio e contratação de profissionais de várias áreas: essas são apenas algumas das despesas envolvidas em uma campanha eleitoral como a feita por candidatos a prefeito e vereador em Joinville neste pleito.

Mas quanto será que os candidatos gastaram para conquistar cada um dos votos do eleitor? Para saber o “preço do voto” em Joinville, o ND+ comparou os gastos divulgados pelos candidatos ao número de votos que eles receberam nessas eleições. A diferença entre os 15 candidatos a prefeito chega a R$ 100. Já entre os 19 vereadores eleitos, é de R$ 29.

De R$ 0 a R$ 100: o preço do voto para os prefeituráveis

Joinville teve 15 candidatos à prefeitura nessas eleições, número recorde na cidade. E se eles tinham diferenças ideológicas e planos de governo distintos, também houve muita diferença no “preço” que pagaram para conquistar o voto de cada eleitor.

Entre os dois candidatos que disputam o segundo turno no município, a diferença no custo de cada voto é de cerca de R$ 9. Isso porque Adriano Silva (Novo) gastou pouco mais de R$ 99 mil para conquistar 60.728 votos, enquanto Darci de Matos (PSD) teve gastos de R$ 723 mil para angariar 66.838 votos. Ou seja, Adriano teve custo de R$ 1,64 por voto, menos que Darci, que gastou R$ 10,83.

Darci gastou R$ 10,83 por voto, enquanto Adriano teve despesa de R$ 1,64 por cada um – Foto: Montagem/NDDarci gastou R$ 10,83 por voto, enquanto Adriano teve despesa de R$ 1,64 por cada um – Foto: Montagem/ND

Quem mais gastou entre os prefeituráveis foi Dalmo Claro (PSL). As despesas apresentadas por ele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somam mais de R$ 1,4 milhão. Dividindo esse dinheiro pelos 14.113 votos recebidos pelo candidato, o custo de cada um chega a R$ 100,47. Em seguida, está James Schroeder (PDT), que teve mais de R$ 352 mil em gastos para os 3.718 votos, índice de R$ 94,74 por voto.

Já quem menos teve custos foi Levi Rioschi (DC), que não apresentou despesas ao TSE. Depois, vem Marco Aurélio Marcucci (Republicanos), que gastou R$ 0,15 para receber cada um dos 3.089 votos.

Entre os vereadores eleitos, maior diferença é de R$ 29

A diferença no “preço do voto” também é expressiva entre os 19 vereadores eleitos nesse pleito. Quem mais gastou foi Brandel Junior (Podemos), que teve despesas de R$ 68 mil para receber 2.293, índice de R$ 29,69 por voto. Em seguida, estão Sidney Sabel (DEM) e Neto Petters (Novo), que gastaram R$ 14,51 e R$ 9,21 por voto, respectivamente.

Ana Lucia Martins (PT), Pastor Ascendino Batista (PSD) e Cassiano Ucker (Cidadania) não apresentaram despesas ao TSE. Além deles, quem teve menos custos para conquistar os eleitores foi Sales (PTB), que gastou R$ 0,28 por voto recebido.

Os dados usados na reportagem são disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. O valor gasto nas campanhas ainda pode sofrer mudanças, de acordo com as declarações feitas pelos candidatos.

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