Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Engie anuncia venda da usina termelétrica Jorge Lacerda por R$ 325 mi para a Fram Capital

Sob forte comoção política, desfecho da negociação - que durou seis meses - alivia a tensão após a notícia de que o complexo seria desativado até o fim de 2025

A venda do complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, para a Fram Capital foi anunciada no início da noite desta segunda-feira pela Engie Brasil Energia. O investimento será de 325 milhões.

Usina Termelétrica Jorge Lacerda está localizada em Capivari de Baixo – Foto: Arquivo/NDUsina Termelétrica Jorge Lacerda está localizada em Capivari de Baixo – Foto: Arquivo/ND

O desfecho da negociação, que durou seis meses, alivia a tensão após a notícia de que o complexo seria desativado até o fim de 2025. Houve forte mobilização política para evitar o desmonte da usina.

A usina Jorge Lacerda compra quase toda a produção das minas de carvão no Sul do Estado. O encerramento das atividades traria impactos sociais e econômicos para toda a cadeia produtiva carbonífera na região.

“A venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda possibilitará uma transição gradual para a economia da região Sul de Santa Catarina, reduzindo potenciais impactos socioeconômicos locais quando comparada a um processo de descontinuidade das operações”, afirmou o diretor-presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini.

A transação ainda requer cerca de 60 dias para ser concluída. 

A venda da termelétrica passou pela decisão da matriz da Engie, na França, de encerrar a produção global de energia a carvão.

“O processo gradual de descarbonização do portfólio da Engie no Brasil está alinhado à estratégia global de acelerar a transição para uma economia neutra em carbono, direcionando investimentos para geração renovável e infraestrutura”, afirmou o CEO da Engie no Brasil, Maurício Bähr.

Altair Magagnin Jr., interino

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