Escolha pelas obras do rio Mathias, em Joinville, foram de ministério, aponta CPI

Comissão fez acareação na tarde desta quinta-feira (18) a fim de apurar irregularidades nas obras de macrodrenagem do rio Mathias

Nesta quinta-feira (18), a CPI do rio Mathias, promovida pela Câmara de Vereadores de Joinville, realizou a primeira acareação. Os integrantes da comissão ouviram diversos servidores da prefeitura que estariam envolvidos na decisão de executar as obras de macrodrenagem que, até hoje, não foram concluídas.

Acareação ouviu servidores da época da criação do projeto – Foto: Mauro Artur Schlieck/NDAcareação ouviu servidores da época da criação do projeto – Foto: Mauro Artur Schlieck/ND

Os vereadores colheram depoimentos de Carla Cristina Pereira, Cassiano Garcia da Silva, Eduardo Dalbosco, Giampaolo Barbosa Marchesini, Ricardo Suzuki e Saulo Vicente Rocha, todos servidores públicos à época.

Nas oitivas, descobriu-se que a decisão de realizar as obras foi do Ministério das Cidades, antiga pasta do governo federal.

Eduardo Dalbosco, ex-chefe de gabinete, ainda afirmou que o recurso era insuficiente para fazer a obra de macrodrenagem na Zona Sul de Joinville, outra opção, e que a obra no Mathias se encaixava no recurso disponível.

Já Carla Pereira esclareceu que a hierarquização do Plano de Drenagem Urbana, que colocou o Rio Mathias como 11° na lista de prioridade, foi finalizada em 2011, ou seja, um ano depois da opção pela obra no Mathias.

O ex-coordenador na Secretaria de Infraestrutura, Saulo Vicente Rocha, afirmou que o projeto aprovado em 2012 foi “substancialmente alterado” e difere do projeto que foi licitado pela Prefeitura mais tarde.

A próxima reunião da CPI está agendada para a próxima segunda-feira (22), às 9h.

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