João Paulo Messer

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Especulação tucana no Sul sugere chapa com Amin, Salvaro e Luciano Hang

Lideranças do PSDB da região Sul do Estado ainda não desistiram de criar cenários possíveis levando em conta a possibilidade do tucano Clésio Salvaro estar na chapa majoritária

O indefinido cenário eleitoral contribui para que a cada dia surja uma nova especulação sobre as possíveis composições à eleição majoritária do ano que vem. O prefeito Clésio Salvaro considerou pouco provável, mas admite que ouviu de líderes locais, tanto do PP como do PSDB, sobre uma chapa que o tivesse na majoritária.

De sabida estreita relação com Esperidião Amin, Salvaro já disse que está fora das eleições de 2022, mas foi motivo de animadas conversas nos últimos dias.

O prefeito de Criciúma, que já descartou a possibilidade de disputar a eleição de 2022, é especulado numa chapa com o PP – Foto: Divulgação/NDO prefeito de Criciúma, que já descartou a possibilidade de disputar a eleição de 2022, é especulado numa chapa com o PP – Foto: Divulgação/ND

A leitura é que se o presidente Jair Bolsonaro filiar-se ao PP, como se especula, Esperidião Amin passaria a ser nome forte à disputa do governo do Estado. Como neste quadro o empresário Luciano Hang é considerado ficha certa para o cenário, a geografia facilitaria a busca de um candidato do Oeste ou do Sul.

Tanto João Rodrigues (PSDB) quanto Clésio Salvaro (PSDB) são de partidos que possuem candidaturas presidenciais anunciadas: Rodrigo Pacheco e Eduardo Leite, respectivamente. Mas não seria a primeira vez que Santa Catarina teria uma chapa em que o candidato a governador estaria no apoio de um e o vice no apoio de outro.

Naturalmente este é apenas mais um cenário de possibilidade misturado ao desejo de alguns líderes do Sul, neste caso os historicamente afinados entre o tucano Salvaro e o progressista Esperidião Amin.

É tão lógico que Clésio Salvaro tenha reagido à especulação pelo blog quanto parece ser o desejo guardado há muito de compor com Esperidião Amin. Em 2010 Salvaro rompeu com o PSDB, que tinha o seu correligionário Paulo Bauer concorrendo ao Senado assim como Luiz Henrique da Silveira, enquanto Raimundo Colombo (DEM) e Eduardo Moreira (PMDB) completavam a chapa majoritária vencedora.

Diz-se que Salvaro arcou com os prejuízos por defender a sua fidelidade a Esperidião Amin, retribuição que no Sul ainda se guarda como exercício de provável de futuro.

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