Paulo Alceu

Análises qualificadas e comentários assertivos acerca dos assuntos mais relevantes para os catarinenses.


Está na hora do governo federal agir contra o abuso de preços

Não é de hoje que a gente vem falando sobre os aumentos descabidos tanto de medicamentos como de alimentos e produtos de primeira necessidade. Houve uma escalada de preços inaceitáveis e até desumana em farmácias e supermercados criando um total desequilíbrio entre salários reduzidos e auxílios emergências. Não se trata de reajuste adaptado a lei da oferta e da procura, mas de assalto ao cliente na busca de lucro fácil. São aumentos ofensivos como 75% do papel higiênico, 65% do queijo, 56% da coxa de frango, 32% do feijão, 27% do arroz…para não dizer que tudo é aumento, o macarrão baixou 17%. Mas os aumentos são agressivos. A Secretaria Nacional do Consumidor está articulando uma reunião interministerial para tratar exatamente deste salto no preço de produtos, que no meu entender não é um salto e sim um assalto. A desculpa é o aumento do dólar. O Ministério da Economia se comprometeu a enviar dados referentes ao comércio exterior, para comparações a fim de verificar se há relação com o dólar. A Associação Brasileira de Supermercados enviou oficio a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, expondo preocupação com a pressão do aumento de preço repassado pela indústria e fornecedores atingindo itens básicos na mesa do brasileiros. Taxa de cambio e aumento nas exportações encareceram a comida na mesa da população. E a questão não está só no aumento de preço, mas na escassez de produtos e de repente no desabastecimento. Está para ser marcada nos próximos dias uma reunião com a presença do presidente Bolsonaro a fim de encontrar fórmulas de garantir o abastecimento da população mantendo margens reduzidas e preços competitivos e não extorsivos. O governo federal já está chegando atrasado nesta questão,

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Paulo Alceu