Flagrado com dinheiro na cueca, prefeito é investigado em SC

Adelmo Alberti foi preso no contexto da operação Et Pater Filium em Bela Vista do Toldo

A prisão do prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti (PSL), vem ganhando novos contornos desde que ele foi detido na terça-feira (6), durante uma operação na cidade do Planalto Norte de Santa Catarina.

Adelmo Alberti foi preso na operação Et Pater Filium – Foto: Edinei Wassoaski/JMais/Divulgação NDAdelmo Alberti foi preso na operação Et Pater Filium – Foto: Edinei Wassoaski/JMais/Divulgação ND

O Ministério Público informou que ele havia sido preso em flagrante por receptação dolosa, depois que um carro com chassi de outro automóvel com registro de roubo foi encontrado na garagem da casa dele.

Porém, mesmo que uma fiança já tenha sido estipulada para esse crime, Alberti continua detido por outras acusações no contexto da operação Et Pater Filium, que investiga crimes contra a administração pública e já prendeu, inclusive, o ex-prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini, e o filho dele, Marcus Vinicius Brasil Severgnini.

Acusações têm relatos de dinheiro na cueca

A denúncia feita pelo Ministério Público envolve, além de Alberti, o vereador Vilson Stelzner (PSL), o empresário Joziel Dembinski e um aliado político do prefeito. Todos estão presos preventivamente.

A acusação trata do uso de 12 empresas suspeitas de serem do próprio Alberti, mas comandadas por laranjas para vencer processos licitatórios em Bela Vista do Toldo e em outras cidades da região, com valores que chegam a R$ 6,5 milhões.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão ainda relacionados ao prefeito de Major Vieira, foram encontrados indícios de que tanto ele quanto o filho usavam uma empresa para prestar serviços a outros municípios, entre eles Bela Vista do Toldo.

Um contrato de credenciamento de uma empresa para fornecimento de horas-máquina ao município estava na casa de Severgnini. Já na casa do filho dele, havia uma procuração para que uma pessoa administrasse a empresa como quisesse. Esses achados foram o estopim da denúncia contra Alberti.

Depois que um servidor de Major Vieira prestou depoimento, o MP chegou a um dos acusados de ser laranja do prefeito de Bela Vista do Toldo e um empresário topou a delação premiada.

Ele arrumou um pacote com R$ 10 mil e encontrou Alberti para entregar a quantia, deixando evidente que se tratava de propina, já que do contrato de R$ 19 mil com a prefeitura, R$ 10 mil iriam para o prefeito. Um vídeo flagrou Alberti aceitando o dinheiro e colocando o envelope com as cédulas dentro da cueca.

Adelmo Alberti foi flagrado colocando dinheiro de propina na cueca – Foto: Reprodução/JMaisAdelmo Alberti foi flagrado colocando dinheiro de propina na cueca – Foto: Reprodução/JMais

Além de Alberti, o vereador Vilson Stelzner foi preso porque tem uma empresa que prestava serviços à prefeitura, o que é proibido, uma vez que agentes políticos não podem participar de processos licitatórios com entes públicos.

Já Joziel Dembinski foi preso porque estava com a posse de uma caminhonete clonada e com registro de furto ou roubo. Além disso, na propriedade dele foram encontrados um revólver e várias munições.

Alberti e Stelzner estão presos em Caçador, enquanto Dembinski e um quarto acusado estão na Unidade Prisional Avançada de Canoinhas.

A reportagem do ND+ tentou contato com a defesa dos envolvidos.

Segundo o advogado do prefeito Alberti, o processo corre em segredo de justiça e, por isso, não quis se manifestar sobre as acusações no momento.

“Estamos fazendo um estudo do que contém nos autos e nos manifestaremos no processo. Quando o sigilo do processo for quebrado, poderemos nos manifestar de forma mais detalhada”, respondeu.

*Com a colaboração do portal JMais

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