Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


“Florianópolis não aguenta mais um lockdown”, diz vice-prefeito eleito

A partir de janeiro, Topázio Neto vai focar na retomada da atividade econômica

Topázio Neto, vice-prefeito eleito de Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

Empresário da área de tecnologia, Topázio Silveira Neto, 58 anos, assume como vice-prefeito de Gean Loureiro (DEM) em janeiro. Estreante em mandatos eletivos, ele vai focar na gestão da retomada econômica.

Seu foco inicial como vice-prefeito vai ser a retomada econômica. Como a prefeitura pode atuar ?
A prefeitura pode facilitar a vida de quem quer empreender. Seja aquele que já está estabelecido ou o novo, que quer vir para a cidade. Para que ele possa abrir a empresa rapidamente, entender a mão de obra local e ter ajuda na qualificação de pessoas. Isso vai fazer com que a economia ande mais rápido.

Além disso, a prefeitura tem que gastar bem o recurso público em investimentos que gerem oportunidades de trabalho. Eu posso ajudar a coordenar esses movimentos.

Enfrentamos um novo aumento de casos de Covid-19 e os empresários já manifestaram receio de um novo lockdown. Qual sua opinião a respeito?
Partindo do pressuposto de que as pessoas são mais o importante, penso que a cidade não aguenta mais um lockdown.

Estamos há oito meses com algumas atividades paradas e há a constatação de que não são as atividades formais que estão levando a um aumento de contaminação. Não é o supermercado, a farmácia, o restaurante, que seguem os protocolos.

O prefeito tem falado, e concordo, que temos que aumentar a fiscalização dos protocolos sanitários, a testagem e combater os eventos clandestinos. A prefeitura está debruçada na adaptação dos protocolos para o verão. Esse vai ser o nosso caminho.

Em que Florianópolis precisa avançar em termos de ambiente de negócios?
O turismo é um dos nossos pilares: conseguir deixar a cidade segura, para que o visitante possa voltar, e achar um protocolo que libere os eventos, atraindo mais pessoas.

Precisamos transformar o turismo numa plataforma de negócios. Podemos definir eventos de final de semana durante todo o ano: esportivos, ecológicos, religiosos, de negócios, culturais etc. Com ajustes podemos garantir um fluxo maior de pessoas na cidade o ano inteiro.

Na pandemia, muita gente perdeu o emprego e muitas dessas vagas não serão mais reabertas. Como reduzir esse desemprego?
Ou você traz mais negócios para a cidade, que absorva essa mão-de-obra, ou terá que requalificar. A gente sempre fala de quem perdeu na pandemia, mas muitos setores ganharam. O setor de tecnologia, por exemplo, está empregando mais.

Por outro lado, temos bares e restaurantes que demitiram e fizeram contratações. Mas não para todas as vagas de antes porque otimizaram os processos e porque o grande entrave é recuperar a confiança do consumidor.