Fabio Gadotti

fabio.gadotti@ndmais.com.br Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


“Florianópolis tem um serviço referência para população em situação de rua”, diz secretária

Maria Cláudia Goulart, da Assistência Social, fala sobre as políticas públicas nessa área e comenta críticas feitas à campanha que desestimula a doação de esmolas

Secretária de Assistência Social de Florianópolis, Maria Cláudia Goulart fala sobre a política de atendimento ao morador em situação de rua e defende a campanha para desestimular a doação de esmolas, que foi criticada na internet pelo padre Júlio Lancellotti, de São Paulo.

“A esmola é muito pontual e não atende o ser humano na sua integralidade”, diz a secretária de Assistência Social, Maria Cláudia Goulart – Foto: Anderson Coelho/ArquivoND“A esmola é muito pontual e não atende o ser humano na sua integralidade”, diz a secretária de Assistência Social, Maria Cláudia Goulart – Foto: Anderson Coelho/ArquivoND

Por que a senhora entende que a esmola perpetua a situação da pessoa que vive na rua e como recebe críticas de que campanhas contra doações caracterizam aversão aos pobres?
A Prefeitura de Florianópolis é muito sensível à população vulnerável. Somos a primeira cidade do Estado a criar um auxílio emergencial municipal e temos um serviço referência para população em situação de rua, que é a Passarela da Cidadania, além de mais quatro abrigos.

Só este ano conseguimos 603 passagens para retorno a municípios de origem. É uma cidade que cuida das pessoas. Temos ampliado cada vez mais os atendimentos.

A campanha contra esmolas é de conscientização, porque nossos serviços atendem de forma integral todas essas pessoas, conhecem a história de cada um e cada uma das demandas. A esmola é muito pontual e não atende o ser humano na sua integralidade, não se tem o cuidado e o respaldo técnico.

Como a sociedade civil pode ajudar e ser parceiro do poder público?Indicando os serviços da assistência social ou se voluntariando para atuar na causa. Para quem quer participar ativamente, temos a Fundação Somar, que tem diversas frentes de voluntariado, inclusive com pessoas em situação de rua. Como disse anteriormente, nos espaços há muito mais do que alimentação e isso faz toda a diferença.

Como avalia as políticas públicas municipais relacionadas aos moradores de rua e seus principais desafios?
Como super positiva, principalmente pelas evoluções nos últimos anos. Creio que sempre podemos melhorar e é para isso que nossa equipe trabalha, mas temos muitos profissionais empenhados em levar atendimento adequado para esse público.

Ontem mesmo (terça, 30) recebemos a notícia de que 17 pessoas em situação de rua conseguiram a vaga de coletadores de resíduos na AmazonFort, empresa que realiza coleta terceirizada de resíduos no Continente e Norte da Ilha de SC. Isso pode parecer pouco, mas são 17 vidas que mudam com iniciativas como esta.

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