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Gean Loureiro põe o dedo na ferida ao lidar com Comcap

Vivemos novos tempos, de falta de recursos e da necessidade de uma gestão pública eficiente, moderna, sem privilégios

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), está colocando o dedo na ferida. A exposição de motivos para mudanças na Comcap mostra privilégios absurdos e penduricalhos que se acumularam ao longo dos anos por irresponsabilidade de ex-prefeitos e gestores da autarquia.

Faltou coragem para enfrentar greves e paralisações promovidas por um sindicalismo raivoso, sempre usando os servidores como massa de manobra para conquistar mais e mais privilégios. Ex-prefeitos fizeram cortesia com chapéu alheio.

“No quadro atual, não cabe mais o modelo da Comcap” – Foto: Comcap/Divulgação/ND“No quadro atual, não cabe mais o modelo da Comcap” – Foto: Comcap/Divulgação/ND

Usaram a empresa para beneficiar seus apaniguados. Não é por acaso que a Comcap sempre foi deficitária e mantida à custa do imposto cobrado de todos os contribuintes. Em relação ao serviço, a autarquia tem a boa imagem junto à população.

Mas o custo da tonelada recolhida é caro em relação a cidades que terceirizaram este serviço. Até quando vamos continuar pagando a conta da irresponsabilidade de ex-prefeitos que usaram a Comcap para abrigar cabos eleitorais e manter seus feudos políticos?

Cabe agora aos vereadores da Câmara Municipal avaliar o projeto do Executivo com responsabilidade, sem politicagem, olhando para o futuro da cidade.

Vivemos novos tempos, de falta de recursos e da necessidade de uma gestão pública eficiente, moderna, sem privilégios. E, neste quadro, não cabe mais o modelo atual da Comcap como empresa pública inchada e deficitária, mantida com privilégios e supersalários.

Fim das rachadinhas

O Projeto de Lei 4381/20 criminaliza a conduta conhecida como “rachadinha”, modalidade de desvio de verbas em que parte do salário de funcionários de agentes políticos é enviada para o próprio contratante. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O autor do projeto, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), afirma que é preciso criar um tipo penal claro para coibir esse tipo de conduta.

“Embora seja uma prática já conhecida e considerada comum por investigadores e especialistas, não há um consenso entre juristas sobre em qual tipo penal ela deve ser enquadrada”, explica. O projeto inclui as previsões de punição na Lei dos Partidos Políticos e no Código Penal.

Investigação contra Eduardo Paes

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve na Justiça Federal parte da investigação aberta contra o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), e o ex-deputado federal e atual secretário de Fazenda e Planejamento do município, Pedro Paulo Carvalho (DEM), na esteira da delação de executivos da Odebrecht.

Na decisão, tomada última quinta-feira, o decano negou pedidos apresentados pelas defesas para retornar a frente de apuração de volta à Justiça Eleitoral – que desmembrou o inquérito e transferiu parte da investigação.

Amin avaliza PP no Governo de Moisés

Se na posse de Sílvio Dreveck como deputado não se registrou presença do deputado João Amin, da posse há pouco do deputado Altair Silva como secretário de agricultura, marcou presença o senador Esperidião Amin. João Amin havia registrado protesto contra a participação oficial no Governo de Moisés. A presença do senador no entanto, avaliza a entrada oficial dos progressistas na atual administração estadual. O governador Moisés aliás, conseguiu a proeza de colocar juntos em seu governo dois adversários políticos históricos em Santa Catarina: PP e MDB.

Karina Manarin

Animação

O setor empresarial foi o que mais se animou com a chegada da vacina em Santa Catarina. Agora vai haver uma campanha forte para adesão à imunização e incentivo aos trabalhadores para a vacinação.

Mário César Aguiar da Fiesc e Bruno Breithaup da Fecomércio, duas frentes principais da economia, deverão discutir como construir o calendário para que os empresários motivem seus colaboradores para garantir a Coronavac.

O fantasma do lockdown que pairou sobre a economia catarinense com a elevação dos casos, preocupou. As consequências terríveis, principalmente para o turismo e a hotelaria, gerou disputa judicial entre o MP e governo quando exigia ocupação de 30% nesta importante área produtiva do Estado.

Com a chegada da santa picada do Butantan, a alegria ganha força. Governador Carlos Moisés e a Fecam deverão agora agir para garantir que todo cidadão tenham acesso.

Marcos Schettini

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