Paulo Alceu

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Governador Moisés sonha com uma canetada do STF

Semana será definitiva para o governador Moisés; tendência nesse momento é de que seja afastado do cargo pela Assembleia Legislativa

Esta semana será definitiva para o governador Moisés. A tendência nesse momento é de que seja afastado do cargo pela Assembleia Legislativa, onde o cenário para o governador não é nada alentador, com votos acima dos 27 necessários para desalojá-lo do poder.

Governador Moisés sonha com uma canetada do STF – Foto: Divulgacão/Paulo Alceu/ND

Por isso a correria, usando inclusive a Procuradoria Geral do Estado como banca de advogados de defesa, num total conflito de interesses. Entraram agora para discutir o rito do impeachment no STF, porque não entraram no ano passado?

A PGE é uma instituição de estado e não de governo. É óbvio porque entrou agora. O esforço do governador é para se manter inquilino da Agronômica, onde chegou tendo por fiador Bolsonaro, que logo em seguida abandonou. Assim como o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que se alojou no Palácio das Laranjeiras também beneficiado pelo cometa 17, que mais tarde deu as costas.

Os dois agora amargam um processo de impeachment. Não havendo uma canetada jurídica, Moisés não escapará do corredor da morte, pois está sendo julgado por uma Assembleia que menosprezou durante o período em que está governador, o que é bem diferente de ser governador.

Mas não fica só nisso, Moisés também é alvo de um inquérito no STJ por suspeita de corrupção na compra dos respiradores fantasmas. O caso está nas mãos do ministro Benedito Gonçalves – o mesmo que afastou Witzel do cargo.

Moisés se agarra também em um relatório do ex-ministro Cesar Peluso onde afirma que não há crime de responsabilidade na equivalência do pagamento dos procuradores do estado. Um relatório que custa no mínimo R$ 200 mil… Quem transita no ramo sabe o que eu estou dizendo.

Mas o que chama a atenção é que nessa corrida desenfreada para continuar governador se oferecendo para entrevistas, visitando deputados, fazendo contatos e criando ações judiciais, a pergunta de onde estão os R$ 33 milhões dos respiradores continua sendo feita, até porque não foi até agora respondida…