Altair Magagnin

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Governo de SC rebate alta do IPVA: “fake news, distorcida e tendenciosa, com fins políticos”

Estado informou que “mantém o compromisso de não elevar impostos” e que em Santa Catarina, aplicam-se as alíquotas mais baixas do país: 2% para veículos de passeio

Assunto levantado pelo ex-governador Raimundo Colombo (PSD), a alta do IPVA foi classificada como “fake news” pela comunicação do governo Carlos Moisés (sem partido).

Em comunicado institucional distribuído nesta quarta-feira (19), o Estado afirmou que “vem sendo acusado de ter aumentado o imposto” a partir de “uma leitura distorcida e tendenciosa da realidade com evidentes fins políticos”.

Carlos Moisés em entrega de carro para Epagri – Foto: Mauricio Vieira/Divulgação/NDCarlos Moisés em entrega de carro para Epagri – Foto: Mauricio Vieira/Divulgação/ND

Assim como o ex-governador Colombo, que desafiou o motorista a comparar os valores de 2021 e 2022, o Executivo também apresentou números.

O cálculo considerou o automóvel popular mais vendido do país: o Fiat Argo motor 1.0 ano 2020 avaliado pela Tabela Fipe em R$ 53.019.

  • Santa Catarina – 2% de IPVA – R$ 1.060,38
  • Paraná – 3,5% IPVA – R$ 1.855,66
  • Minas Gerais – 4% de IPVA – R$ 1.675,78
  • São Paulo – 4% IPVA – R$ 2.049,48

O governo de Santa Catarina informou que “mantém o compromisso de não elevar impostos”. Mesmo que não tenha aumentado o percentual do IPVA, o valor subiu. O motivo é a valorização do preço dos veículos seminovos e usados nos últimos meses, em média, em 23% em 2021.

O IPVA é um percentual sobre o preço de mercado, que é apontado pela tabela da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Esse percentual, chamado de alíquota, varia a critério de cada Estado.

Em Santa Catarina, aplicam-se as alíquotas mais baixas do país: 2% para veículos de passeio, utilitários e motor-home, 1% para motos, triciclos, transporte de carga ou passageiros e destinados à locação.

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