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Irregularidades nas eleições ultrapassam R$ 588 milhões

Um dos motivos para o crescimento está no uso e na análise da base de dados do governo federal

Em levantamento finalizado nesta segunda-feira (23) sobre os números das prestações de contas de candidatos nas eleições 2020, realizado pelo Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral, foram encontrados indícios de irregularidades que ultrapassam R$ 588 milhões.

Um aumento robusto desde a última rodada, concluída em 16 de novembro, que apurou possíveis indícios de irregularidades em mais de R$ 60 milhões.

Irregularidades nas eleições ultrapassam R$ 588 milhões – Foto: Anderson Coelho/NDIrregularidades nas eleições ultrapassam R$ 588 milhões – Foto: Anderson Coelho/ND

Um dos motivos para o crescimento está no uso e na análise da base de dados do governo federal, utilizados mediante acordo de cooperação técnica, o que motivou substancial acréscimo no número de ocorrências e nos valores envolvidos.

Casos de fornecedores de campanha que possuem em seu quadro societário pessoas físicas beneficiárias do programa Bolsa Família e do auxílio emergencial saltaram de 1.289 para 31.725.

Já os valores subiram de R$ 940.121,29 para mais de R$ 386 milhões, figurando a ocorrência com o maior valor de possíveis indícios de irregularidades.

Propaganda eleitoral

Neste domingo os eleitores de Joinville e Blumenau voltarão às urnas para eleger os prefeitos que irão governar as cidades pelos próximos quatro anos. Os municípios catarinenses estão entre as 57 cidades brasileiras que terão segundo turno em 2020.

Segundo o calendário eleitoral, alto-falantes e carros de som podem circular até o dia 28 de novembro – sábado que antecede o dia de votação. Também podem ser realizadas carreatas, passeatas ou caminhadas, e está liberada a distribuição de material gráfico.

Já os comícios podem ocorrer até a quinta-feira que antecede o segundo turno, dia 26 de novembro.

Parcelar tributos

A Câmara dos Deputados deu celeridade a projeto de lei do deputado Ricardo Guidi (PSD-SC) que cria um novo programa de parcelamento de dívidas tributárias e não tributárias, nos moldes do Refis, para minimizar o impacto da pandemia da Covid-19 na economia.

Denominado Programa Extraordinário de Regularização Tributária em decorrência do estado de calamidade pública, é voltado para empresas e pessoas físicas em débito com a Receita Federal ou a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).

Raul Sartori

Novo em baixa

Fenômeno nas urnas em 2018 nas eleições majoritárias, com eleição de Romeu Zema (NOVO), governador de Minas Gerais – terceiro colégio eleitoral do Brasil – e significativa votação no neófito João Amoêdo para presidente, o Novo sucumbiu nas eleições municipais.

Não conseguiu eleger um vereador nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que somam mais de 1,5 mil dos 5,5 mil municípios do país.

Em Minas, mesmo com a vitrine para Zema, o partido só concorreu a cinco prefeituras, das 855 do pleito.

Leandro Mazzini