Jorge Eduardo Tasca: Da ‘gestão conturbada’ ao superávit orçamentário

Secretário de Estado da Administração de Santa Catarina, Jorge Eduardo Tasca, foi entrevistado pelo jornalista Moacir Pereira

O secretário de Estado da Administração de Santa Catarina, Jorge Eduardo Tasca, foi o entrevistado desta segunda-feira (25) de Moacir Pereira no Conexão ND, na Record News.

Eles falaram sobre as mudanças no governo do Santa Catarina, projetos para o fim do governo, prioridades da área administrativa e a polêmica do aumento da carga tributária.

O secretário relatou que o governo estadual estava “destroçado financeira e administrativamente” e que os primeiros dois anos foram para ‘colocar a casa em ordem’. Tasca se refere ao déficit orçamentário, que segundo ele, era de R$ 1,2 bilhão em 2018.

Jorge Eduardo Tasca, secretário de Administração em Santa Catarina – Foto: James Tavares/Divulgação/NDJorge Eduardo Tasca, secretário de Administração em Santa Catarina – Foto: James Tavares/Divulgação/ND

“Em fevereiro de 2019 na Alesc [Assembleia Legislativa de Santa Catarina], Moisés disse que a prioridade era o investimento em infraestrutura. A grande pergunta foi ‘com qual dinheiro?’”, lembrou.

Para conseguir o recurso, segundo ele, foi preciso enxugar a máquina, diminuí-la e revisar contratos. “A metodologia do governo do Estado tem a capacidade de gerar recursos que vão ser aplicados onde interessam investimentos. Ao final do primeiro ano saímos de um déficit de R$ 1,1 para R$ 162 milhões de superávit”, afirmou ao Conexão ND.

Eduardo Tasca afirmou que o governador Carlos Moisés trabalha com 161 indicadores de crescimento, e que a cada semana se reúne com gestores para cobrar respostas de projetos para serem entregues aos catarinenses.

Sobre os desafios do atual governo, o secretário destacou que ao chegar na administração estadual a malha rodoviária de Santa Catarina tinha avaliação de 70% e 80% com condições ruins ou péssimas.

“As condições eram ruins, e não havia projeto de restauração. Foram investidos R$ 40 milhões a R$ 60 milhões em projetos para recuperar as rodovias e as obras começam agora”, explica.

Ao ser questionado sobre a falta de estrutura em rodovias no interior do Estado, ele afirmou que as principais estradas estão em obras ou em licitação.

Carga tributária

Já ao ser indagado sobre a conversa entre segmentos de eventos, combustíveis e leite e o governo estadual, o secretário de Administração ressaltou que Moisés já fez este encontro.

“Durante a pandemia tínhamos o grupo econômico onde vários segmentos se reuniram. O governo está articulado, conversando e interagindo com diversos setores. As tarifas de combustíveis, por exemplo, são uma das menores do Brasil”, disse.

Sobre as tarifas de impostos sobre bebidas alcoólicas, que em Santa Catarina é de 25% e no Paraná chega a 3,2%, o que pode impactar o setor de eventos, Tasca apontou que no Estado vizinho há tarifas maiores do que as de Santa Catarina.

“Energia elétrica e combustíveis são exemplos dessas tarifas. Esse equilíbrio delas faz com que esse setor (eventos) possa ser competitivo. A política tributária prioriza tarifas mais adequadas para o que gera mais empregos para garantir que Santa Catarina siga crescendo.”

+

Política SC

Loading...