Leitura de representação de pedido de impeachment é adiada na Alesc

Representação contra defensor público apresentada na véspera está em análise para resguardar legalidade do processo contra o governador Carlos Moisés

A leitura da representação de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL), que seria realizada sessão ordinária da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), foi adiada para análise de uma representação contra o defensor público Ralf Zimmer Júnior, autor do pedido de impeachment.

A representação foi apresentada na segunda-feira (27) pelo advogado Marcos Fey Probst e não integra formalmente o processo de impeachment.

Deputados discutiram a reforma da Previdência e outros assuntos na sessão desta terça-feira. Foto: Fabio Queiroz/AL/NDDeputados discutiram a reforma da Previdência e outros assuntos na sessão desta terça-feira. Foto: Fabio Queiroz/AL/ND

A sessão ordinária foi marcada de expectativa diante da leitura da representação de impeachment, que seria feita pelo presidente da Alesc, deputado Júlio Garcia (PSD) e oficializaria a abertura do processo.

Mas a representação apresentada pelo advogado do governador Carlos Moisés levantou suspeições sobre a legitimidade do autor de denúncia, e o pedido de impeachment passou em branco na sessão ordinária realizada na tarde de ontem.

Com o adiamento, Moisés, a vice-governadora Daniel Reinehr e o secretário de Administração, Jorge Eduardo Tasca, ganham tempo para oficialização da abertura do processo, para fazerem a defesa prévia, a contar 10 sessões ordinárias a partir da notificação.

De acordo com a assessoria da Alesc, a representação apresentada pelo advogado não interfere no rito do processo de impeachment definido na última sexta-feira, mas há apenas uma preocupação de se resguardar ao máximo a legalidade do processo.

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