Altair Magagnin

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Lideranças políticas de SC acompanham lançamento de Lula à campanha presidenciável

Ainda sem data definida, visita do ex-presidente ao Estado é aguardada para este mês

Lideranças políticas de Santa Catarina acompanharam o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo, no sábado (7).

Ainda sem data definida, uma visita do ex-presidente ao Estado é aguardada para este mês. No dia 21 de maio, o PT catarinense vai lançar a pré-candidatura de Décio Lima ao governo do Estado.

Lula lançou pré-candidatura tendo o ex-governador Geraldo Alckmin como vice – Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/NDLula lançou pré-candidatura tendo o ex-governador Geraldo Alckmin como vice – Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/ND

Até o momento, a coligação nacional pró-Lula é composta por PT, PSB, PCdoB, PSOL, PV, Rede e Solidariedade. Em Santa Catarina, o PDT se soma a esses partidos. No Estado, além de Décio, o senador Dário Berger (PSB) também é pré-candidato ao Executivo.

“Foi um momento histórico e de muita esperança, saímos com muita energia. A exemplo do Brasil, nós, também, com a Frente Democrática, queremos fazer também uma Santa Catarina de muita esperança”, afirmou Décio Lima.

Durante o pronunciamento, que durou mais de 45 minutos, Lula fez críticas ao governo Jair Bolsonaro (PL), mas adotou um tom mais moderado, se comparado a manifestações recentes. Exceção ao final, de improviso, praticamente todo o discurso foi lido.

Nos bastidores do ato, aliados do ex-presidente admitiram que há a necessidade de se aglutinar mais forças políticas para se formar, de fato, uma frente ampla. “Mais do que um ato político, essa é uma conclamação. Aos homens e às mulheres de todas as gerações, todas as classes, religiões, raças e regiões do país. Para reconquistar a democracia e recuperar a soberania”, afirmou o petista, ao acenar para o eleitorado de centro.

Lula fez críticas ao atual custo de vida do brasileiro, lembrou de programas do governo, entre 2003 e 2010, e tratou de riscos do que chamou de “ameaças totalitárias”. “O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências para construirmos juntos uma via alternativa à incompetência e ao autoritarismo que nos governam”, afirmou.

“Lula com chuchu”, brinca Geraldo Alckmin

Positivado para coronavírus, o pré-candidato a vice-presidente, ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), participou do evento por meio de uma transmissão ao vivo. Alckmin afirmou que a aliança com Lula é “um chamado à razão”. “As próximas eleições guardam uma peculiaridade, será um grande teste para a nossa democracia. Sem Lula, não haverá alternância de poder e, sem alternância de poder, não haverá garantias para nossa democracia”, disse Alckmin.

“Lula é a esperança que resta ao Brasil. Não é a primeira, a segunda nem a terceira, é a única via da esperança para o Brasil. Quando a ignorância se une à mentira para demonizar eleições livres, nós não devemos vacilar”, disse o ex-governador.

A fala de Alckmin também teve espaço para uma brincadeira. O ex-tucano sugeriu que o prato de “lula com chuchu” se tornará um sucesso na culinária brasileira. “Presidente Lula, mesmo que muitos discordem da sua opinião de que lula é um prato que cai bem com chuchu, o que eu acredito vem ainda se tornar um hit da nossa culinária, quero lhe dizer perante toda a sociedade brasileira: muito obrigado”, afirmou, em referência ao apelido que por muitos anos rejeitou de “picolé de chuchu”, pelo perfil cometido.

Preso na Lava Jato, petista nega “vingança”

Ao discursar para os aliados, o ex-presidente disse que o Brasil precisa de “calma e tranquilidade”. O petista, que chegou a ser preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato pelos escândalos na Petrobras e teve as ações penais anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), disse que não quer vingança.  “Não esperem de mim ressentimentos ou desejos de vingança. Não nasci para ter ódio, nem mesmo daqueles que me odeiam”, afirmou.

Os processos foram invalidados em razão da alegada suspeição do ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, o que restabeleceu os direitos políticos de Lula. “Queremos voltar para que ninguém nunca mais ouse desafiar a democracia. E para que o fascismo seja devolvido ao esgoto da história, de onde jamais deveria ter saído”, disse.

Com informações do Estadão Conteúdo

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