Moisés fala sobre relação estremecida com vice e pandemia em entrevista à NDTV

De volta após ser absolvido do primeiro processo de impeachment, governador falou sobre a nomeação de secretários, enfrentamento a pandemia e vacinação

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) concedeu entrevista ao programa SC no Ar, da NDTV, no início da manhã desta segunda-feira (30). À jornalista Márcia Dutra, o chefe do Executivo estadual falou sobre a relação estremecida com a vice, Daniela Reinehr (sem partido) e a revisão de alguns atos tomados pela então governadora em exercício, como a nomeação de novos secretários.

Moisés falou com a reportagem do Grupo ND nesta segunda-feira – Foto: Reprodução/NDTVMoisés falou com a reportagem do Grupo ND nesta segunda-feira – Foto: Reprodução/NDTV

“Ela [Reinehr] esteve comigo na sexta, quando retornei. Conversamos um pouco. A vice cumpre o papel constitucional e continuará cumprindo. Vamos revisar alguns atos, porque entendo que numa situação de interinidade o importante na hora nomeações era ter combinado conosco, principalmente o primeiro escalão”, afirmou o governador.

Moisés anunciou mudanças no primeiro escalão do governo ainda na última sexta-feira (27), dia que foi absolvido do processo de impeachment sobre a equiparação salarial dos procuradores de Santa Catarina. Foram anunciados os nomes de Eron Giordani, ex-chefe de gabinete do deputado Julio Garcia, para a Casa Civil, do jornalista Jefferson Douglas como secretário de Comunicação, além de Alisson de Souza para a Procuradoria Geral do Estado.

Questionado sobre possíveis críticas a escolha de Giordani para a Casa Civil, Moisés disse estar tranquilo e que o nome foi “muito bem aceito” pelo Legislativo. “Ele [Eron] já fez essa interlocução com os deputados, tem experiência. Nosso grande objetivo é compartilhar as decisões com o Parlamento”, reiterou o governador.

Segundo pedido de impeachment

Moisés acredita que também será absolvido do segundo pedido de impeachment, que envolve a compra de 200 respiradores a R$ 33 milhões pagos antecipadamente e sem garantia de entrega, e pela tentativa de construção de um hospital de campanha em Itajaí.

“Assim como no primeiro, entendemos que este processo sequer devia ter começado”, afirmou o governador.

O chefe do Executivo reiterou que não tem nenhuma vinculação no ato da compra dos respiradores e que todos os depoimentos que prestou durante a investigação foram verdadeiros. “O que falei no início da CPI era verdadeiro. Procurei a polícia e a Fazenda para recuperarmos esse dinheiro, e conseguimos recuperar cerca de R$ 14 milhões”, pontua Moisés.

Enfrentamento à pandemia

Segundo Moisés, não há nenhuma intenção do governo do Estado em promover um novo lockdown em Santa Catarina e que as medidas de isolamento decretadas em 17 de marços “surtiram os efeitos necessários”.

Moisés durante entrevista ao SC no Ar – Foto: Reprodução/NDTVMoisés durante entrevista ao SC no Ar – Foto: Reprodução/NDTV

O governador ainda pediu ajuda do cidadão para que se “envolva nesta responsabilidade” e relembrou os cuidados básicos como o distanciamento social, a utilização de máscaras, além da higienização frequentes das mãos.

Outra medida novamente reiterada pelo governador, foi o comprometimento em garantir recursos pra ativação de 205 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) que estão desativados em Santa Catarina. Ele já havia falado sobre o tema em reunião com a Fecam (Federação Catarinense de Municípios) no fim de semana.

“O Estado vai prorrogar a Política Hospitalar Catarinense, garantindo o recurso para o pagamento das despesas com a ativação desses leitos de UTI. Vamos reunir esforços para assegurar o que conseguimos até aqui: que nenhum paciente fique sem atendimento. O momento é de nos unirmos novamente para enfrentarmos o atual e grave momento da pandemia no estado”, frisou o governador. O investimento será de R$ 44 milhões.

Sobre a compra de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19), o chefe do Executivo estadual disse estar disposto a “ser for preciso”, adquirir as vacinas junto aos municípios. Mas frisou que a vacinação deve acontecer de maneira nacional.

“Essa é uma opção que precisa estar em conjunto com o governo federal e a Anvisa. Precisamos ter segurança na aquisição desse material. Faremos contato com São Paulo para ver em quanto tempo é possível adquirir o produto. Acreditamos que a vacinação deva acontecer em âmbito nacional”, disse Moisés.

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