“Não dei prioridade ao rio Mathias”, diz secretário em reunião da CPI em Joinville

Jorge Luiz Correia de Sá, secretário de Infraestrutura Urbana, foi a primeira pessoa ouvida na comissão que apura irregularidades nas obras do rio Mathias

A primeira reunião de trabalho da CPI do rio Mathias, realizada na manhã desta segunda-feira (1º) na Câmara de Vereadores de Joinville, não rendeu tantas informações quanto o esperado para o andamento da comissão. Isso porque a primeira pessoa ouvida foi Jorge Luiz Correia de Sá, atual secretário de Infraestrutura Urbana, que está no cargo há apenas 30 dias.

Secretário de Infraestrutura Urbana foi o primeiro ouvido pela CPI – Foto: Alphonsus Stofelli/NDTVSecretário de Infraestrutura Urbana foi o primeiro ouvido pela CPI – Foto: Alphonsus Stofelli/NDTV

Ao ser questionado sobre o processo administrativo e técnico das obras de macrodrenagem, Jorge disse que não se debruçou sobre o assunto, uma vez que a pasta teve outras prioridades neste início de ano. “Está chovendo há mais de 30 dias, a maioria dos funcionários está de férias e só retorna a partir dessa semana. A prioridade foi atender essas necessidades, a Seinfra não cuidou de nenhum assunto ligado ao rio Mathias”, disse, deixando de responder diversas perguntas.

A atitude acabou gerando críticas, principalmente por parte do vereador Diego Machado (PSDB), que é o relator da CPI. “O secretário veio com uma tremenda má vontade para responder todas as perguntas. Ele foi convocado há mais de uma semana, teve tempo de buscar informações, mas deu somente respostas vagas”, reclamou Diego.

O secretário se justificou dizendo que a Seinfra tem outras prioridades neste primeiro momento. “Não dei prioridade ao rio Mathias. Ou continuaria atendendo as prioridades ou me debruçaria nesse processo e seria uma irresponsabilidade me debruçar sobre o processo e deixar outras prioridades”, argumentou.

Apesar disso, Jorge afirmou que existe uma comissão de fiscalização na secretaria e que ela está disponível para prestar esclarecimentos à CPI. Ele também disse que a intenção do governo é dar continuidade à obra, mas que não é possível tomar qualquer medida na área agora, já que há um processo judicial apurando a execução dela.

“A prioridade é dar continuidade à obra, não estamos pensando em paralisação. Assim que o poder judiciário liberar a continuidade, os processos necessários para a continuidade da obra serão tomados”, ressaltou.

Comissão é presidida por Wilian Tonezi (Patriota) – Foto: Alphonsus Stofelli/NDTVComissão é presidida por Wilian Tonezi (Patriota) – Foto: Alphonsus Stofelli/NDTV

Novas pessoas devem ser ouvidas pela CPI do rio Mathias

Na primeira reunião de trabalho, ficou definido que os encontros serão realizados sempre duas vezes por semana: nas segundas, às 9h, e nas quintas, às 14h. Ao todo, cerca de 20 pessoas devem ser ouvidas pela CPI e já há definição de quem participará das próximas oitivas:

  • 4/2 – Ariel Arno Pizzolatti – secretário de Infraestrutura à época da criação do projeto
  • 8/2 – Adelir Stolf – secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão à época da criação do projeto
  • 11/2 – Edu José Franco – sócio da Paralela Engenharia, empresa responsável pelo projeto

Na reunião desta segunda-feira, a comissão solicitou à prefeitura diversos documentos sobre a execução orçamentária e as licitações envolvendo o projeto. Também foi pedido o compartilhamento de documentos sobre os trâmites judiciais relacionados à obra.

A CPI tem prazo de 60 dias úteis para terminar, podendo ser prorrogada por outros 45 dias.

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