Prefeito de Blumenau quer pagar adicional a profissionais da saúde

Em entrevista ao Grupo ND, Mário Hildebrandt disse que enviará projeto sobre horas extras à Câmara até a quinta-feira (18)

Em entrevista ao Grupo ND nesta terça-feira (16), em Florianópolis, o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), anunciou que pretende pagar horas extras aos profissionais da linha de frente do combate à Covid-19.

Hildebrandt afirmou que pretende mandar um projeto à Câmara de Vereadores que prevê a concessão de incentivo financeiro aos servidores de carreira da área de saúde. O documento deve ser enviado ao legislativo até quinta-feira (18).

Mário Hildebrandt, prefeito de BlumenauPrefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), visitou o Grupo ND em Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

Segundo Hildebrandt , o objetivo é pagar médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais que atuam no atendimento à Covid e realizam horas extras.

O prefeito também respondeu questões sobre a pandemia, a economia, o transporte coletivo e a intenção da Prefeitura de adquirir vacinas.

Em relação à economia, Hildebrandt anunciou que vai lançar mais R$ 2 milhões a juro zero para beneficiar micro e pequenos empreendedores.

Para Hildebrandt, imunizar a população o mais rápido possível, é o maior desafio do curto prazo.

A pandemia em Blumenau

Blumenau tem, no momento, 1.700 casos ativos de Covid-19. Todos os 66 leitos de UTI Covid estão ocupados. Além disso, a prefeitura tem capacidade para ativar 28 leitos extras, os leitos de guerra.

“Dos leitos de guerra, sete estão ocupados. Ou seja, temos 73 pessoas em leitos de UTI em Blumenau, 25% dos 28 leitos de guerra ocupados e hospitais estão correspondendo”, disse o prefeito.

Segundo ele, não é possível abrir mais leitos por causa do desafio de encontrar profissionais. O prefeito garante que, até o momento, nenhuma pessoa ficou sem UTI na cidade.

Na tarde desta terça, os hospitais estão realizando uma coletiva de imprensa para falar sobre um protocolo estadual para todos os  hospitais públicos e privados, que deve ser colocado em prática quando as UTIs se aproximam do colapso.

“Junto com os hospitais, ampliamos leitos de UTI, só que eles são finitos e para isso precisamos da compreensão da população. Não temos mais condição humana de expandir. Estrutura física nossos hospitais teriam, mas não temos condição humana para expansão de leitos de UTI”, disse Hildebrandt.

Vacinas

Junto à Frente Nacional de Prefeitos, Blumenau assinou um protocolo de intenções de compra de vacinas. O projeto foi aprovado pelos vereadores e, de acordo com o prefeito, no dia 22 de março, a compra deve ser oficializada.

Porém, o prefeito tem dúvidas se a compra direta pelos municípios vai avançar. “A legislação é bem clara: podemos adquirir desde que o governo federal não cumpra o PNI (Plano Nacional de Imunização). Mas o que é esse não cumprir? Essa pergunta ninguém respondeu”, disse.

Blumenau está se propondo a adquirir cerca de 120 mil doses, o que custaria R$ 6 milhões. O montante é suficiente para vacinar 60 mil pessoas, todo o público-alvo dos mais vulneráveis à Covid-19 na cidade.

Medidas restritivas

Sobre medidas restritivas, Hildebrandt disse que são trabalhadas regionalmente, via AMVI (Associação dos Municípios do Vale do Itajaí). O prefeito tem a expectativa de que, nesta semana, Blumenau tenha redução de 20% no número de casos.

“A pressão por leitos de UTI continua, porque são os últimos a sentir a pressão. Ainda teremos duas a três semanas de pressão forte sobre UTIs, mesmo com a manutenção desse cenário de estabilidade”, destacou o prefeito.

Segundo o prefeito de Blumenau, o município intenciona comprar 120 mil dosesSegundo Hildebrandt, Blumenau quer comprar 120 doses de vacina; a imunização é a prioridade do curto prazo para ele – Foto: Leo Munhoz/ND

Ele disse que a cidade tem medidas mais restritivas: “nos finais de semana que o governo do Estado definiu lockdown parcial, paramos o transporte coletivo, para diminuir efetivamente a circulação de pessoas”, disse.

Segundo o prefeito, o horário de funcionamento de bares e restaurantes não passa das 22h. Clientes entram só até esse horário e os estabelecimentos devem fechar até 23h. Hildebrandt disse que essa medida continua até sexta-feira (19).

Ajuda do Governo do Estado

Hildebrandt destacou que houve apoio do governo para implementar 51 novos leitos de UTI, a partir dos meses de junho e julho. Para Hildebrandt, a entrada de André Motta Ribeiro na Secretaria de Saúde melhorou a relação com o governo.

“Cobrança e diálogo. Agora podemos manifestar inquietações e ter respostas. Isso gera condição diferenciada de atendimento à população, regionalmente e em nível estadual”, disse.

Escolas

Questionado sobre casos de Covid-19 nas escolas, Hildebrandt disse que todos os protocolos estão sendo seguidos. Os profissionais confirmados são afastados e é realizada testagem dos profissionais da unidade. Além disso, os alunos da sala também são afastados.

“Apesar do número de casos, temos mais de 23 mil alunos e cerca de 3 mil professores, percentualmente a contaminação é baixa, perante o grande número de alunos e professores da rede”.

Transporte coletivo

Sobre a autorização concedida a Blumob – empresa que faz o transporte público na cidade – de tirar 30 veículos da frota, o prefeito de Blumenau disse que a medida foi autorizada pela agência reguladora e que esses veículos estavam parados desde março de 2020.

O prefeito também disse que há 20 ônibus reservas que podem entrar em circulação se for preciso. Além disso, defendeu que a ocupação dos ônibus, na média, não passa dos 40% na cidade.

“Aí entra um ponto importante que é a cobrança em cima da Blumob, cobradores e motoristas, para que eles consigam colocar em prática a questão da lotação. Motoristas e cobradores têm responsabilidade no cuidado, até pela saúde deles”, enfatizou.

Além da visita ao Grupo ND, o prefeito de Blumenau cumpriu agenda com o Chefe da Casa Civil de Santa Catarina, Eron Giordani, na parte da manhã. Segundo ele, Giordani, além de André Motta, também ajudou a melhorar a interlocução com o Governo do Estado.

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