Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Prefeitura da Capital descarta anistia a grevistas da Comcap

Reivindicação foi feita pelo Sintrasem, que também pediu retirada de ações judiciais

Empregados da Comcap fazem greve em protesto contra mudanças na autarquia – Foto: Léo Munhoz/NDEmpregados da Comcap fazem greve em protesto contra mudanças na autarquia – Foto: Léo Munhoz/ND

A Prefeitura de Florianópolis descarta cancelar o desconto dos dias parados e a retirada da empresa terceirizada contratada emergencialmente para a coleta de lixo, reivindicações feitas pelo Sintrasem depois do cumprimento do mandado para desocupação da unidade do Itacorubi.

Segundo o secretário da Casa Civil, Everson Mendes, o governo não aceita também revisar pontos da lei, recém-sancionada, e retirar as ações na Justiça, com consequente cancelamento das multas aplicadas, outros pedidos feitos pelo Sintrasem.

Em nota contundente divulgada na sexta-feira (29), a CDL Florianópolis, inclusive, rechaçou a possibilidade de  “eventual anistia a baderneiros”, que abriria “um péssimo precedente que não pode ser incentivado”.

Segundo a entidade, “o debate de ideias não pressupõe a destruição do patrimônio de todos nós para que a opinião de um lado prevaleça sobre a do outro”.

Também na sexta, o desembargador Júlio César Knoll, do Tribunal de Justiça, autorizou o município a abrir processo administrativo contra empregados da Comcap que, mesmo diante da decretação de ilegalidade da greve, continuam paralisados.

No despacho, ele registrou que o desrespeito à ordem judicial de volta ao trabalho – que também tem sua assinatura – pode resultar em desligamento por justa causa.

Na sentença, Knoll considerou a “natureza essencial do trabalho prestado pelos servidores representados pelo sindicato, bem como a ilegalidade e a abusividade da greve” e voltou a determinar que o Sintrasem e os servidores “se abstenham de tumultuar a prestação dos serviços” e de “constranger servidores e empregados que não participem do movimento”.