Karina Manarin

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Presidente da Celesc de férias e cidades do meio-oeste sem luz, critica deputado

Cidades do meio-oeste atingidas pelo tornado no fim de semana estão em situação crítica, sem luz e em algumas começa a faltar água. Deputado cobra agilidade do Governo do Estado e Celesc

Deputado Valdir Cobalchini, do MDB, foi enfático na sessão desta terça-feira na Assembleia ao se referir ao descaso com a região do Alto Vale do Rio do Peixe em razão do tornado que assolou o meio-oeste na noite de sábado. Ocorre que já são quatro dias sem energia em várias cidades e até agora, pouco o Governo do Estado e Celesc fizeram de concreto para amenizar a situação. 

Deputado Valdir Cobalchini cobrou atitude da Celesc e do Governo do Estado – Foto: DivulgaçãoDeputado Valdir Cobalchini cobrou atitude da Celesc e do Governo do Estado – Foto: Divulgação

 Cobalchini foi até a Celesc cobrar satisfações e atitude, e da tribuna desabafou na sessão dessa terça-feira, cobrando  atitude do governo em relação ao comando da maior empresa pública do estado. Para Cobalchini, por mais imprevisível o acidente que derrubou várias torres da linha de transmissão, é inadmissível que a direção da Celesc não tenha se deslocado para comandar uma força-tarefa na região. 

“O presidente está de férias e não voltou”, disse, em tom de perplexidade. “Uma empresa como essa não pode ficar em home-office”. O argumento de que a recuperação de linhas em acidentes tem prazo longo, do ponto de vista legal, foi totalmente contestado: “Em empresas privadas, as coisas se resolvem em 24 horas”, desabafou o parlamentar.

A transmissão até a subestação local é de responsabilidade da empresa Evolts, concessionário do Governo Federal. Cobalchini lembra que a Assembleia aprovou investimentos de R$ 1,3 bilhão no sistema elétrico, então a Celesc não pode se omitir. “Não existe plano B?” – ele indagou, lembrando que só em Caçador são mais de 20 mil unidades desligadas, e apenas o Hospital Maicé está com energia, funcionando com gerador. “Não precisamos de solidariedade, mas de atitude”, reforçou.

A fala de Cobalchini repercutiu e outros deputados endossaram o repúdio à inoperância da Celesc diante do caos instalado na região. “Nas rodovias nós enxergamos os buracos, mas não se pode ver problemas nas redes. Agora estamos diante de uma cratera”, reforçou o deputado, cobrando sensibilidade também do governo estadual. “Estou passando meus piores dias aqui na Alesc. Do jeito que está não pode ficar”.

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