Altair Magagnin

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Primeiro nome anunciado por Comandante Moisés, Paulo Koerich deixa chefia da Polícia Civil

Em nota oficial, governador de Santa Catarina disse que trabalho de Koerich foi excelente, queria ter dito que o antigo secretário era um "amigo"; Akira Sato, ex-chefe da Deic, é novo delegado-geral

Ainda em novembro, quando o recém-eleito Comandante Moisés começou a desenhar o secretariado, este blog noticiou em primeira-mão que o delegado Paulo Koerich seria o futuro chefe da Polícia Civil catarinense. Foi o primeiro nome anunciado no alto escalão. Futuramente, seria conhecido o modelo do Colegiado de Segurança, que teria um rodizio dos chefes das forças de segurança no cargo de secretário.

Delegado Geral da Polícia Civil, Paulo Koerich – Foto: Marco Santiago/NDDelegado Geral da Polícia Civil, Paulo Koerich – Foto: Marco Santiago/ND

Nesta quinta-feira (16), foi anunciado o anúncio da saída de Koerich do cargo. Quem assume o cargo é Laurito Akira Sato, a partir desta sexta-feira (17).

Na nota, o governador classificou como excelente o trabalho exercido por Koerich. “Sua atuação como delegado-geral, em todo esse período de governo, e como presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, no ano de 2020, contribuiu para que Santa Catarina registrasse redução histórica nos índices de criminalidade”, escreveu sobre o delegado, procedente do Vale do Itajaí.

Carlos Moisés queria ter dito mais, queria ter colocado no texto que Koerich era um “amigo”.

A saída do cargo estaria sendo construída desde o fim de 2020, quando o Koerich deixou de ser Secretário de Estado da Segurança Pública e voltou a ser delegado-geral. Um downgrade já sabido, mas que traz naturais impactos.

Aconteceu o mesmo com o coronel Araújo Gomes, depois que deixou a chefia da pasta para voltar ao quartel.

Primeira formação do Colegiado: Moisés, Araujo Gomes, Paulo Koerich, Borges, Giovani Adriano e Daniela – Foto: Susi Padilha/Divulgação/NDPrimeira formação do Colegiado: Moisés, Araujo Gomes, Paulo Koerich, Borges, Giovani Adriano e Daniela – Foto: Susi Padilha/Divulgação/ND

A saída se arrastou até setembro em virtude da busca de um nome ideal para comandar a Polícia Civil de Santa Catarina. Velho conhecido nos meios policiais, Akira Sato seria esse nome.

“Tem larga experiência na Polícia Civil. Entre outras funções, foi diretor da Academia de Polícia de Santa Catarina e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, além de delegado regional de Polícia em Joinville”, disse Moisés, em nota.

Também pesou a reação dos policiais civis diante da Reforma da Previdência. Neste ponto, fontes negam que o motivo tenha sido determinante. Talvez, a gota d’água. Não é segredo para ninguém que um dos defeitos de Carlos Moisés é o rancor.

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