“Prioridade é a desburocratização”, diz nova secretária do Meio Ambiente de Joinville

Schirlene Chegatti falou sobre os planos e as prioridades da pasta no governo Adriano Silva

A quinta entrevista da série do ND+ com os novos secretários de Joinville é com Schirlene Chegatti, titular da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura. Ela tem experiência em gestão ambiental e na área química e participa do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Conselho Estadual de Meio Ambiente, Núcleo de Meio Ambiente da ACIJ e integra a Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC.

Schirlene Chegatti é a nova secretária de Meio Ambiente e Agricultura – Foto: Rogério da Silva/NDSchirlene Chegatti é a nova secretária de Meio Ambiente e Agricultura – Foto: Rogério da Silva/ND

“É um momento de bastante expectativa porque não vejo a hora de botar a mão na massa. Tenho plena consciência dos desafios, mas tenho encarado com bastante tranquilidade”, diz a secretária. Confira a entrevista:

Quais os principais desafios e as prioridades da pasta?

A prioridade, com certeza, é a questão da desburocratização dos processos, mas sempre com esse olhar e cuidado de atendimento à legislação, embora a gente saiba que alguns pontos da nossa legislação careçam de melhorias e atualização. Essa é a nossa principal prioridade e o maior desafio. Estou bem confiante e acredito que a gente vai conseguir melhorar os nossos processos, otimizar e, dentro do tempo adequado, fazer um planejamento consistente para que seja algo consolidado e não só do momento.

O que tem sido feito nesse sentido e qual é o limite da desburocratização?

Efetivamente, a gente ainda não conseguiu pôr a mão na massa. Estou agendando e me programando com as entidades e interessados para fazer um mapeamento dos processos para que a gente possa, no mínimo, começar a atender os prazos legais.

O limite da nossa atuação é o limite legal, tanto em relação ao que se pode fazer de melhorias de processos quanto em questão de legislação e proteção para os nossos técnicos. Nos próximos 15 dias, a gente deve começar a trabalhar dentro dos projetos e ações prioritárias que a gente tem. Fora isso, também temos participação no projeto de embelezamento da cidade, em que estamos estruturando as ações para os próximos 60 dias.

Em relação aos cemitérios, que estão perto de esgotar a capacidade, há planos para novos espaços? O que se pensa nesse sentido?

A gente ainda não avaliou, eu não tenho uma fotografia completa do cenário, mas a gente já está sabendo sobre a questão da capacidade. Vamos fazer um diagnóstico técnico e aprimorado da condição exata de cada cemitério para avaliar as alternativas mais sustentáveis que a gente tem no município e outros métodos e tecnologias que se tem disponível voltados aos cemitérios. Tudo isso a gente vai ainda fazer o levantamento com mais calma e com a equipe formada para um planejamento com ações consistentes.

Cemitérios públicos de Joinville estão perto da capacidade máxima – Foto: Carlos Junior/Arquivo/NDCemitérios públicos de Joinville estão perto da capacidade máxima – Foto: Carlos Junior/Arquivo/ND

E em relação ao produtor rural, que tipo de incentivo se pensa para fortalecer a atividade?

Uma das minhas prioridades foi colocar alguém com visão e capacidade técnica para ressignificar a agricultura, no sentido de melhorar e dar apoio aos agricultores, incentivar a economia circular, o consumo dos produtos da região. A gente tem a intenção de fazer várias ações para reforçar essa atividade econômica de modo sustentável aqui na cidade, dando uma atenção especial ao agricultor.

Quais são os planos para a Fundação 25 de Julho?

A gente está alinhando como está a situação lá, o que tem de estrutura e de pessoas disponíveis e de programas em andamento. A intenção é fazer um resgate do trabalho que eles já exerciam e que era muito bom e se perdeu um pouco. Embora a fundação não exista mais, há a estrutura da Unidade de Desenvolvimento Rural e a gente quer fomentar o apoio ao agricultor com programas de apoio e de incentivo.

O reúso da areia de fundição foi muito debatida em Joinville e você tem, inclusive, um livro sobre o assunto. Há intenção de otimizar ou ampliar esse uso?

A gente já tem práticas ocorrendo no município pela iniciativa privada, que já tiveram, inclusive, apoio do governo. Para esse governo, a gente ainda não sentou para discutir o assunto e no que a pasta vai poder colaborar. Assim que possível, vamos avaliar essa possibilidade e procurar o incentivo às práticas sustentáveis.

E em relação às nascentes e áreas de preservação ambiental. Quais são os desafios hoje e os planos para garantir a proteção dessas áreas?

Vamos procurar seguir as leis que tratam do assunto a nível federal, estadual e municipal, já que o cumprimento da legislação que existe é a principal ferramenta que a gente tem. Vamos continuar com essas práticas de proteção de nascentes principalmente para resguardar o abastecimento de água para a população.

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